IGP-10 sobe 1,91% em julho de 2020

Com este resultado, o índice acumula alta de 6,55% no ano e de 8,57% em 12 meses. Em julho de 2019, o índice subira 0,61% no mês e acumulava elevação de 6,23% em 12 meses
Economia
15 Julho 2020
IGP-10 sobe 1,91% em julho de 2020

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 1,91% em julho. No mês anterior, o índice havia apresentado taxa de 1,55%. Com este resultado, o índice acumula alta de 6,55% no ano e de 8,57% em 12 meses. Em julho de 2019, o índice subira 0,61% no mês e acumulava elevação de 6,23% em 12 meses.

“Os três índices componentes do IGP-10 contribuíram para o avanço da taxa deste indicador. A aceleração do IPA e do IPC contou com a alta dos combustíveis. Ao produtor, o destaque foi o óleo Diesel (1,11% para 13,71%) e, ao consumidor, a gasolina (-3,49% para 4,17%). Já o INCC, avançou por influência dos materiais para instalação hidráulica (0,32% para 2,10%) e da mão de obra, que subiu 0,47%”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços do FGV IBRE.

* Veja também: Resultado do IGP-M de junho de 2020 *

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,54% em julho. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 2,35%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram de 1,95% em junho para 1,02% em julho. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 2,89% para -11,63%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 1,45% em julho. No mês anterior, a taxa havia sido 1,10%.

A taxa do grupo Bens Intermediários variou de 0,86% em junho para 2,47% em julho. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 0,22% para 12,30%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,35% em julho, ante 0,94% no mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 4,21% em junho para 4,09% em julho. As principais contribuições para este recuo partiram dos seguintes itens: minério de ferro (10,42% para 5,78%), soja em grão (6,71% para 5,17%) e cana-de-açúcar (1,86% para -0,50%). Em sentido ascendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens bovinos (1,32% para 8,69%), leite in natura (-0,22% para 8,61%) e aves (5,37% para 10,79%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,50% em julho. Em junho, o índice havia apresentado queda de 0,33%. Sete das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Transportes (-1,01% para 1,37%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -3,49% para 4,17%.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Educação, Leitura e Recreação (-2,02% para 0,21%), Habitação (-0,19% para 0,26%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,18% para 0,40%), Comunicação (0,19% para 0,60%), Alimentação (0,27% para 0,34%) e Vestuário (-0,27% para -0,06%). Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: passagem aérea (-15,98% para 13,64%), tarifa de eletricidade residencial (-0,98% para -0,09%), medicamentos em geral (0,15% para 1,35%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,43% para 1,20%), laticínios (-0,24% para 2,38%) e roupas (-0,26% para -0,05%).

Em contrapartida, apenas o grupo Despesas Diversas (0,21% para 0,20%) apresentou decréscimo em sua taxa de variação. A principal contribuição para este movimento partiu do item conserto de aparelho telefônico celular (1,52% para -0,17%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,62% em julho, ante 0,21% em junho. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de junho para julho: Materiais e Equipamentos (0,52% para 0,97%), Serviços (0,17% para 0,10%) e Mão de Obra (0,00% para 0,47%).

O estudo completo está disponível no site.

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