Economia

IGP-DI avança 0,20% em agosto

IGP-DI acelera com a contribuição do índice ao produtor e da construção civil

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colheita de soja

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,20% em agosto. No mês de julho, a taxa caíra 0,07%. Com este resultado, o índice acumula queda de 1,62% no ano e alta de 3,00% em 12 meses. Em agosto de 2024, o IGP-DI havia registrado alta de 0,12% e acumulava alta de 4,23% em 12 meses.

 

“A aceleração do IGP-DI em agosto reflete principalmente a alta dos preços agropecuários ao produtor, com destaque para soja, milho e café, que inverteram a tendência de queda e passaram a registrar elevação expressiva. Além disso, bovinos também contribuíram para a pressão no IPA. No varejo, o avanço de planos de saúde e refeições fora de casa contribuíram para que a queda do índice fosse menos intensa, enquanto no INCC as maiores influências vieram de materiais de construção como tubos de PVC e serviços de mão de obra. O resultado mostra que o choque de preços agrícolas voltou a pesar, espalhando-se para outros componentes do índice.", destacou André Braz, economista do FGV IBRE.

 

Qual o valor do IGP-DI acumulado em 12 meses?

O IGP-DI  acumula alta de 3,00% em 12 meses.

Mês de
referência
Evolução
Mensal
Acumulado
12 meses
ago/250,20%3,00%
jul/25-0,07%2,91%
jun/25-1,80%3,83%
mai/25-0,85%6,27%
abr/250,30%8,11%
mar/25-0,50%8,57%
fev/251,00%8,78%
jan/250,11%7,27%
dez/240,87%6,86%
nov/241,18%6,62%
out/241,54%5,91%
set/241,03%4,83%
ago/240,12%4,23%
 
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) sobe 0,35% em agosto.

Em agosto, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou 0,35%, revertendo a queda de 0,34% registrada em julho. Entre os estágios de processamento, o grupo de Bens Finais recuou 0,22%, mas em ritmo mais moderado do que no mês anterior, quando havia caído 1,00%. O índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, também mostrou desaceleração na queda, passando de -0,44% em julho para -0,09% em agosto. Já o grupo de Bens Intermediários registrou retração de 0,21% em agosto, após cair 0,78% no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, recuou 0,36%, variação menos intensa que a de julho (-0,83%). Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas apresentou alta de 1,12% em agosto, após subir 0,43% no mês anterior.

 

IPC cai 0,44% em agosto

Em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou -0,44%, revertendo o avanço de 0,37% observado no mês anterior. Entre as oito classes de despesa que compõem o indicador, seis registraram desaceleração: Habitação (0,88% para -0,80%), Educação, Leitura e Recreação (0,66% para -1,79%), Alimentação (-0,04% para -0,50%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,69% para 0,24%), Despesas Diversas (1,10% para 0,23%) e Transportes (-0,18% para -0,24%). Em sentido oposto, os grupos Vestuário (-0,07% para 0,23%) e Comunicação (-0,09% para 0,04%) apresentaram aceleração em suas taxas de variação.

 

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) sobe 0,52% em agosto

Em agosto, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,52%, abaixo da taxa de 0,91% registrada em julho. Todos os três grupos que compõem o indicador apresentaram desaceleração no período: Materiais e Equipamentos passou de 0,86% para 0,26%; Serviços recuou de 0,78% para 0,52%; e Mão de Obra diminuiu de 1,00% para 0,83%.

 

Núcleo de Inflação e Índice de Difusão do consumidor

O Núcleo do IPC variou 0,20% em agosto, desacelerando em relação a julho, quando havia registrado 0,33%. Dos 85 itens que compõem o índice, 42 foram desconsiderados no cálculo do núcleo: 22 apresentaram variações inferiores a -0,07%, limite inferior da banda de corte, e 20 registraram taxas acima de 0,44%, limite superior. O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, alcançou 59,35%, avançando 2,58 pontos percentuais em relação ao resultado de julho (56,77%).

O estudo completo está disponível no site.

Acesse aqui o material complementar.


Calendário de Divulgação 2025

Confira todos os resultados do IGP-DI em 2025


Resultados de anos anteriores: 



O que é o IGP-DI?


O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV), é um indicador do movimento de preços que há mais de seis décadas serve às comunidades econômicas nacional e internacional como termômetro de inflação no Brasil. 


Para que serve?
 

O IGP-DI está estruturado para captar o movimento geral de preços através de pesquisa realizada nas áreas de cobertura de cada componente, durante o mês calendário, isto é, do primeiro ao último dia do mês de referência. Nessa pesquisa, cobre-se todo o processo produtivo, desde preços de matérias-primas agrícolas e industriais, passando pelos preços de produtos intermediários até os de bens e serviços finais. 


Como é utilizado?
 

Do ponto de vista da utilização, o propósito inicial do IGP era indicar as fases do ciclo econômico, deflacionando a antiga série de evolução dos negócios. Mais adiante, o IGP-DI teve seu papel de deflator estendido às Contas Nacionais. Com a introdução da correção monetária no Brasil, em 1964, intensificou-se a utilização desse índice em diferentes operações financeiras, especialmente reajustes contratuais.

Além de indicador econômico, o IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. O IGP-DI também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral. É natural, portanto, que haja por parte dos usuários o interesse em conhecer, em profundidade, os aspectos relacionados à metodologia de cálculo deste índice.


Como é calculado?
 

Quando da inclusão do ICC no cálculo do IGP-DI, convencionou-se que os pesos de cada índice componente corresponderiam a parcelas da despesa interna bruta, calculadas com base nas Contas Nacionais. Daí resultou a seguinte distribuição: 60% para o IPA, 30% para o IPC e 10% para o ICC (INCC).

A escolha destes pesos tem a seguinte explicação:

  1. Os 60% representados pelo IPA-DI equivalem ao valor adicionado pela produção de bens agropecuários e industriais, nas transações comerciais em nível de produtor;
     
  2. Os 30% de participação do IPC-DI equivalem ao valor adicionado pelo setor varejista e pelos serviços de consumo;
     
  3. Quanto aos 10% complementares, representados pelo INCC-DI, equivalem ao valor adicionado pela indústria da construção civil.


Diferença entre IGP-DI, IGP-M e IGP-10
 

O IGP-DI é uma das denominações do IGP. O que muda entre o IGP-DI, o IGP-10 e o IGP-M (e suas prévias) é o período de apuração do índice.

  • IGP–M, pesquisado entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência;
  • IGP–10, entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência;
  • IGP–DI, entre o 1º e o último dia do mês de referência;