IGP-DI sobe 0,87% em maio de 2024

Nesta apuração, o IPA, índice de maior relevância no IGP, registrou uma notável aceleração nos preços dos alimentos processados, passando de 0,62% para 1,92%.
Economia
07 Junho 2024
IGP-DI sobe 0,87% em maio de 2024

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,87% em maio. No mês de abril, a taxa havia sido de 0,72%. Com este resultado, o índice acumula alta de 0,61% no ano e de 0,88% em 12 meses. Em maio de 2023, o índice havia variado -2,33% e acumulava queda de -5,49% em 12 meses.

"Nesta apuração, o IPA, índice de maior relevância no IGP, registrou uma notável aceleração nos preços dos alimentos processados, passando de 0,62% para 1,92%. Destacaram-se os aumentos nos preços de componentes essenciais da cesta básica, como arroz (de -2,59% para 3,40%), café (de 0,01% para 1,36%), carne bovina (de 0,80% para 2,40%), carne de aves (de 0,40% para 2,07%) e leite (de 0,55% para 7,37%). Além disso, o IPA também apresentou elevação nos preços de Materiais e Equipamentos para a Manufatura, subindo de 0,75% para 1,74%. Nesse segmento, merecem destaque os aumentos nos preços do alumínio (de 0,00% para 14,29%), farelo de soja (de 0,98% para 13,08%) e celulose (de 2,72% para 5,69%)”, essas observações foram enfatizadas por André Braz, coordenador dos Índices de Preços. 

Qual o valor do IGP-DI acumulado em 12 meses?

Com este resultado, o índice acumula alta de 0,61% no ano e de 0,88% em 12 meses.

Mês de
referência
Evolução
Mensal
Acumulado
12 meses
mai/240,87%0,88%
abr/240,72%-2,32%
mar/24-0,30%-4,00%
fev/24-0,41%-4,04%
jan/24-0,27%-3,61%
dez/230,64%-3,30%
nov/230,50%-3,62%
out/230,51%-4,27%
set/230,45%-5,34%
ago/230,05%-6,91%
jul/23-0,40%-7,47%
jun/23-1,45%-7,44%
mai/23-2,33%-5,49%

Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA)

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,97% em maio. No mês anterior, o índice havia registrado alta de 0,84%. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou de -0,04% em abril para 0,73% em maio. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja variação passou de -5,28% para 0,94%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,78% em maio, contra alta de 0,52% em abril.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 0,62% em abril para 0,88% em maio. O principal responsável pelo avanço da taxa do grupo foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,75% para 1,74%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,26% em maio, superior a alta de 0,55%, no mês anterior.

O estágio das Matérias-Primas Brutas subiu 1,33% em maio, porém com menor intensidade que a alta de 2,06% em abril. Contribuíram para este movimento os seguintes itens: café em grão (16,05% para -0,21%), cacau (46,58% para -18,95%) e mandioca/aipim (6,20% para -4,07%). Em sentido oposto, vale citar os seguintes itens: minério de ferro (3,68% para 4,75%), arroz em casca (-0,19% para 5,82%) e milho em grão (-0,95% para 0,20%).

Índice de Preços ao Consumidor (IPC)

Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,53% em maio. Em abril, o índice variara 0,42%. Duas das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: Educação, Leitura e Recreação (-1,24% para 0,87%) e Despesas Diversas (0,13% para 0,21%). As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: passagem aérea (-8,07% para 5,52%) e cigarros (0,06% para 1,46%).

Em contrapartida, os grupos Alimentação (0,90% para 0,72%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,87% para 0,67%), Vestuário (0,02% para -0,54%), Transportes (0,52% para 0,49%), Comunicação (0,57% para 0,46%) e Habitação (0,42% para 0,41%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: frutas (3,49% para -2,62%), medicamentos em geral (3,87% para 0,10%), roupas (0,11% para -0,73%), pedágio (0,02% para -9,26%), tarifa de telefone móvel (2,15% para 0,52%) e tarifa de eletricidade residencial (0,74% para 0,14%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,86% em maio, ante 0,52% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de abril para maio: Materiais e Equipamentos (0,32% para 0,37%), Serviços (0,30% para 0,54%) e Mão de Obra (0,81% para 1,55%).

Núcleo do IPC e Índice de Difusão

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,31% em maio, 0,05 ponto percentual acima do resultado apurado no mês anterior, de 0,26%. Dos 85 itens componentes do IPC, 44 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 30 apresentaram taxas abaixo de 0,08%, linha de corte inferior, e 14 registraram variações acima de 0,58%, linha de corte superior. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 61,29%, 4,84 pontos percentuais acima do registrado em abril, quando o índice foi de 56,45%.

O estudo completo está disponível no site.

Acesse aqui o material complementar.

Calendário de Divulgação 2024:

Confira todos os resultados do IGP-DI em 2024.

Resultados 2023: 

Confira todos os resultados do IGP-DI em 2023.

O que é o IGP-DI?

O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV), é um indicador do movimento de preços que há mais de seis décadas serve às comunidades econômicas nacional e internacional como termômetro de inflação no Brasil. 

Para que serve?

O IGP-DI está estruturado para captar o movimento geral de preços através de pesquisa realizada nas áreas de cobertura de cada componente, durante o mês calendário, isto é, do primeiro ao último dia do mês de referência. Nessa pesquisa, cobre-se todo o processo produtivo, desde preços de matérias-primas agrícolas e industriais, passando pelos preços de produtos intermediários até os de bens e serviços finais. 

Como é utilizado?

Do ponto de vista da utilização, o propósito inicial do IGP era indicar as fases do ciclo econômico, deflacionando a antiga série de evolução dos negócios. Mais adiante, o IGP-DI teve seu papel de deflator estendido às Contas Nacionais. Com a introdução da correção monetária no Brasil, em 1964, intensificou-se a utilização desse índice em diferentes operações financeiras, especialmente reajustes contratuais.

Além de indicador econômico, o IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. O IGP-DI também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral. É natural, portanto, que haja por parte dos usuários o interesse em conhecer, em profundidade, os aspectos relacionados à metodologia de cálculo deste índice.

Como é calculado?

Quando da inclusão do ICC no cálculo do IGP-DI, convencionou-se que os pesos de cada índice componente corresponderiam a parcelas da despesa interna bruta, calculadas com base nas Contas Nacionais. Daí resultou a seguinte distribuição: 60% para o IPA, 30% para o IPC e 10% para o ICC (INCC).

A escolha destes pesos tem a seguinte explicação:

  1. Os 60% representados pelo IPA-DI equivalem ao valor adicionado pela produção de bens agropecuários e industriais, nas transações comerciais em nível de produtor;
     
  2. Os 30% de participação do IPC-DI equivalem ao valor adicionado pelo setor varejista e pelos serviços de consumo;
     
  3. Quanto aos 10% complementares, representados pelo INCC-DI, equivalem ao valor adicionado pela indústria da construção civil.

Diferença entre IGP-DI, IGP-M e IGP-10

O IGP-DI é uma das denominações do IGP. O que muda entre o IGP-DI, o IGP-10 e o IGP-M (e suas prévias) é o período de apuração do índice.

  • IGP–M, pesquisado entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência;
  • IGP–10, entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência;
  • IGP–DI, entre o 1º e o último dia do mês de referência;

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