IGP-DI sobe para 0,55% em outubro de 2019

Com este resultado, o índice acumula alta de 4,96% no ano e de 3,29% em 12 meses. Em outubro de 2018, o índice havia subido 0,26% e acumulava elevação de 10,51% em 12 meses
Economia
08 Novembro 2019
IGP-DI sobe para 0,55% em outubro de 2019

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,55% em outubro de 2019, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando o índice havia registrado 0,50%. Com este resultado, o índice acumula alta de 4,96% no ano e de 3,29% em 12 meses. Em outubro de 2018, o índice havia subido 0,26% e acumulava elevação de 10,51% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,84% em outubro, ante 0,69% em setembro. Na análise por estágios de processamento, o grupo Bens Finais variou 0,40% em outubro após registrar queda de 0,17% em setembro. O principal responsável por este avanço foi o subgrupo alimentos processados, que passou de -0,16% para 1,37%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,48% em outubro, contra alta de 0,16% em setembro.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 1,32% em setembro para 1,30% em outubro. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo suprimentos, cuja taxa passou de 0,39% para -0,68%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,63% em outubro, ante alta de 0,54% no mês anterior.

O estágio das Matérias-Primas Brutas variou 0,82% em outubro. Em setembro, a taxa havia subido 0,97%. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: soja (em grão) (3,73% para 1,72%), minério de ferro (-1,67% para -3,01%) e leite in natura (0,52% para -2,10%). Em sentido oposto, vale citar milho (em grão) (2,56% para 9,54%), bovinos (1,47% para 2,85%) e suínos (2,66% para 7,95%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu 0,09% em outubro. Em setembro, o índice não registrou variação. Três das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação: Habitação (0,22% para -0,40%), Educação, Leitura e Recreação (0,31% para -0,03%) e Comunicação (0,54% para -0,09%). Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (0,27% para -3,33%), show musical (2,22% para 0,26%) e tarifa de telefone móvel (1,47% para -0,13%).

Em contrapartida, os grupos Alimentação (-0,67% para -0,28%), Despesas Diversas (0,04% para 0,38%), Vestuário (0,01% para 0,13%) e Transportes (0,16% para 0,20%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os maiores avanços foram observados na taxa dos seguintes itens: hortaliças e legumes (-11,03% para -5,68%), cigarros (0,02% para 0,71%), roupas infantis (-0,53% para 0,67%) e gasolina (0,08% para 0,87%).

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais repetiu a taxa de variação da última apuração, que foi de 0,29%. Os destaques nos sentido ascendente e descendente partiram, respectivamente, dos itens: protetores para a pele (-1,08% para 1,68%) e perfume (0,91% para -0,33%).

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,15% em outubro, ante 0,20% no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 42 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 22 apresentaram taxas abaixo de -0,11% linha de corte inferior, e 20 registraram variações acima de 0,36%, linha de corte superior. Em outubro, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 54,14%, ficando 5,03 pontos percentuais acima do registrado em setembro, quando o índice foi de 49,11%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,18% em outubro, ante 0,46% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de setembro para outubro: Materiais e Equipamentos (0,29% para 0,50%), Serviços (0,13% para 0,06%) e Mão de Obra (0,64% para 0,00%).

O estudo completo está disponível no site.