IGP-DI sobe 1,07% em maio de 2020

Com este resultado, o índice acumula alta de 2,89% no ano e de 6,81% em 12 meses. Em maio de 2019, o índice havia subido 0,40% e acumulava elevação de 6,93% em 12 meses
Economia
08 Junho 2020
IGP-DI sobe 1,07% em maio de 2020

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,07% em maio, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando havia registrado taxa de 0,05%. Com este resultado, o índice acumula alta de 2,89% no ano e de 6,81% em 12 meses. Em maio de 2019, o índice havia subido 0,40% e acumulava elevação de 6,93% em 12 meses.

“Nesta apuração, o IPA respondeu integralmente pela aceleração do IGP-DI. A elevação do preço de commodities importantes, como soja (7,18% para 8,59%) e minério de ferro (8,02% para 12,32%), somado ao aumento dos preços dos combustíveis, principalmente da gasolina (-30,44% para 11,21%), contribuiu para o avanço da taxa do indicador. Os demais índices componentes do IGP-DI seguiram em direção oposta, especialmente o IPC-DI, que registrou a maior queda dentro do período de estabilização da inflação. A série histórica do IPC-DI, iniciada em fevereiro de 1944, mostra que esta é a maior queda desde junho de 1957, quando o índice caíra 1,08%”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,77% em maio, após variar 0,11% em abril. Na análise por estágios de processamento, o grupo Bens Finais passou de -0,22% em abril para 1,24% em maio. O principal responsável por este avanço foi o subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -25,02% para 5,89%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 0,90% em maio, contra 0,92% em abril.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de -2,02% em abril para -0,09% em maio. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de -22,11% para -6,48%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,68% em maio, ante 1,12% no mês anterior.

O estágio das Matérias-Primas Brutas variou 4,15% em maio. Em abril, a taxa havia sido de 2,65%. Contribuíram para o avanço da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (8,02% para 12,32%), aves (-5,49% para 3,20%) e soja em grão (7,18% para 8,59%). Em sentido oposto, vale citar milho em grão (-1,79% para -6,40%), café em grão (6,63% para -1,05%) e leite in natura (1,12% para -2,26%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aprofundou a queda em sua taxa de variação, a qual passou de -0,18% para -0,54%. Sete das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação: Alimentação (1,10% para 0,37%), Educação, Leitura e Recreação (-0,90% para -2,12%), Habitação (0,13% para -0,19%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,35% para 0,21%), Despesas Diversas (0,35% para 0,10%), Transportes (-2,02% para -2,06%) e Comunicação (0,04% para 0,01%). Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: laticínios (2,98% para -0,21%), passagem aérea (-6,03% para -14,08%), tarifa de eletricidade residencial (0,05% para -0,93%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,50% para 0,06%), alimentos para animais domésticos (2,11% para 0,03%), etanol (-11,11% para -11,83%) e tarifa de telefone residencial (0,18% para 0,00%).

Em contrapartida, apenas o grupo Vestuário (-0,32% para -0,23%) apresentou acréscimo em sua taxa de variação. Esta classe de despesa foi influenciada pelo item roupas, cuja taxa passou de -0,24% para -0,06%.

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,11% em maio, ante 0,24% no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 42 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 21 apresentaram taxas abaixo de -0,02% linha de corte inferior, e 21 registraram variações acima de 0,25%, linha de corte superior. Em maio, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 47,74%, 10,97 pontos percentuais abaixo do registrado em abril, quando o índice foi de 58,71%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,20% em maio, ante 0,22% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de abril para maio: Materiais e Equipamentos (0,61% para 0,55%), Serviços (0,01% para 0,02%) e Mão de Obra que não variou pelo segundo mês consecutivo.

O estudo completo está disponível no site.