IGP-DI varia 0,90% em abril de 2019

Com este resultado, o índice acumula alta de 3,33% no ano e de 8,25% em 12 meses. Em abril de 2018, o índice havia subido 0,93% e acumulava elevação de 2,97% em 12 meses.
Economia
09 Maio 2019
IGP-DI varia 0,90% em abril de 2019

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,90% em abril de 2019, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando a taxa havia sido de 1,07%. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,33% no ano e de 8,25% em 12 meses. Em abril de 2018, o índice havia subido 0,93% e acumulava elevação de 2,97% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,09% em abril. Em março, a taxa foi de 1,35%. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou 1,21% em abril após registrar alta de 1,70% em março. O principal responsável por este recuo foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 8,13% para 0,50%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,83% em abril, ante alta de 0,35% em março.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 0,68% em março para 0,89% em abril. O principal responsável por estemovimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,31% para 0,73%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,60% em abril, contra alta de 0,26% no mês anterior.

O estágio das Matérias-Primas Brutas variou 1,19% em abril. Em março, a taxa havia subido 1,75%. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: soja (em grão) (2,13% para -1,88%), milho (em grão) (1,13% para -6,39%) e mandioca (aipim) (4,96% para -4,33%). Em sentido oposto, vale citar minério de ferro (0,10% para 7,06%), arroz (em casca) (-2,00% para 3,54%) e cana-de-açúcar (0,70% para 1,02%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,63% em abril, ante 0,65% no mês anterior. Três das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição para a redução da taxa do IPC partiu do grupo Alimentação (1,10% para 0,63%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 13,42% para 8,15%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Transportes (1,22% para 0,99%) e Comunicação (0,19% para 0,07%). Nestas classes de despesa, as principais influências observadas partiram dos seguintes itens: etanol (5,77% para 1,47%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,98% para 0,12%).

Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,37% para 0,84%), Educação, Leitura e Recreação (0,02% para 0,50%), Despesas Diversas (-0,04% para 0,61%), Vestuário (0,50% para 0,89%) e Habitação (0,36% para 0,37%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os maiores avanços foram observados nas taxas dos seguintes itens: medicamentos em geral (0,15% para 1,74%), passagem aérea (-5,59% para -1,14%), bilhete lotérico (1,29% para 31,63%), roupas (0,72% para 0,87%) e móveis para residência (-0,53% para 0,63%).

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,41% em abril, ante 0,32% no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 42 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 24 apresentaram taxas abaixo de 0,13%, linha de corte inferior, e 18 registraram variações acima de 0,73%, linha de corte superior. Em abril, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 65,98%, ficando 0,88 ponto percentual abaixo do registrado em março, quando o índice foi de 66,86%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,38% em abril, ante 0,31% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de março para abril: Materiais e Equipamentos (0,56% para 0,63%), Serviços (0,49% para 0,42%) e Mão de Obra (0,12% para 0,20%).

O estudo completo está disponível no site.