IGP-M varia 0,68% na 1ª prévia de outubro de 2019

Indicador acumula alta de 4,09% no ano e de 3,37% nos últimos 12 meses
Economia
10 Outubro 2019
IGP-M varia 0,68% na 1ª prévia de outubro de 2019

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), subiu 0,68% no primeiro decêndio de outubro. No mesmo período de setembro, o índice havia registrado queda de 0,60%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 1,02% no primeiro decêndio de outubro. No mesmo período do mês de setembro, o índice havia caído 0,95%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram 0,14% em outubro, após registrar queda de 0,04% em setembro. A principal contribuição para este avanço partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -4,04% para 3,45%. O índice correspondente aos Bens Intermediários passou de -0,59% no primeiro decêndio de setembro para 1,22% no primeiro decêndio de outubro. Contribuiu para o movimento o subgrupo combustíveis e lubrificantes para produção cuja taxa passou de -1,36% para 6,72%.

A taxa do índice referente as Matérias-Primas Brutas passou de -2,37% no primeiro decêndio de setembro para 1,77% no primeiro decêndio de outubro. Contribuíram para o avanço da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (-12,40% para 3,05%), milho (em grão) (-0,65% para 5,26%) e laranja (-2,22% para 10,33%). Em sentido oposto, vale citar soja (em grão) (8,18% para 0,70%), trigo (em grão) (0,30% para -2,34%) e cana-de-açúcar (-0,74% para -0,80%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou -0,01% no primeiro decêndio de outubro, ante -0,09% no mês anterior. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação (-0,89% para -0,45%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -14,59% para -7,17%.

Também foram computados acréscimo nas taxas de variação dos grupos Transportes (0,12% para 0,27%), Vestuário (-0,07% para 0,31%) e Despesas Diversas (0,05% para 0,06%). Nestas classes de despesa, as maiores influências observadas partiram dos seguintes itens: gasolina (-0,60% para 0,80%), roupas (-0,04% para 0,60%) e alimentos para animais domésticos (-0,37% para 1,21%).
Em contrapartida, os grupos Habitação (0,23% para 0,04%), Educação, Leitura e Recreação (0,24% para 0,03%) e Comunicação (0,23% para 0,15%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (1,12% para 0,09%), passagem aérea (2,10% para -0,79%) e tarifa de telefone residencial (0,64% para 0,17%).

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais repetiu a taxa de variação da última apuração, que foi de 0,21%. Os destaques em sentido ascendente e descendente partiram dos itens: artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,46% para 0,18%) e serviços de cuidados pessoais (0,42% para 0,28%), nessa ordem.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,11% no primeiro decêndio de outubro, taxa inferior a apurada no mês anterior, quando o índice havia subido 0,50%. Os três componentes do INCC registraram as seguintes taxas da variação na passagem do primeiro decêndio de setembro para o primeiro decêndio de outubro: Materiais e Equipamentos (-0,32% para 0,26%), Serviços (0,53% para 0,13%) e Mão de Obra (1,04% para 0,00%).

O estudo completo está disponível no site.

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