II Seminário de Análise Conjuntural debate importância do segundo trimestre para economia

O encontro contará com a participação dos pesquisadores do FGV IBRE: Armando Castelar, Silvia Matos, Samuel Pessôa e José Júlio Senna, além do cientista político Carlos Pereira (FGV EBAPE).
Economia
14 Junho 2019
II Seminário de Análise Conjuntural debate importância do segundo trimestre para economia

A atividade econômica continua andando de lado. A queda de 0,2% do PIB no primeiro trimestre em relação ao último trimestre de 2018 acendeu o sinal vermelho, embora já se esperasse um fraco desempenho nos três primeiros meses do ano. Questões domésticas, como a demora na aprovação da reforma da Previdência, além de outras reformas necessárias para que a economia fosse turbinada, somadas a um cenário externo desfavorável, com a economia mundial crescendo menos, aumentam o grau de incerteza e impactam negativamente a atividade econômica. Por que crescemos tão pouco? Para responder a essa questão, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) reúne especialistas no dia 17 de junho, das 16h às 18h, para II Seminário de Análise Conjuntural de 2019. O evento será realizado no Centro Cultural FGV (Praia de Botafogo, 186. Botafogo, Rio de Janeiro/RJ).

O encontro contará com a participação dos pesquisadores do FGV IBRE: Armando Castelar (coordenador da Economia Aplicada), Silvia Matos (coordenadora do Boletim Macro IBRE), Samuel Pessôa (pesquisador associado) e José Júlio Senna (Chefe do Centro de Estudos Monetários), além do cientista político Carlos Pereira (professor da FGV EBAPE).

Silvia acredita que o momento é oportuno para debater os novos desafios para a economia. Para a pesquisadora, o primeiro trimestre foi afetado por choques internos e algum impacto do cenário internacional.

“Quando falamos de crescimento, consideramos a comparação interanual e mês contra mês. No interanual realmente o primeiro trimestre foi muito fraco. Uma parte dessa queda conseguimos explicar por choques. Tivemos alguns relevantes no primeiro trimestre: choque da indústria extrativa, o efeito da Argentina na redução das exportações do Brasil, afetando bastante a indústria de transformação”, avaliou a economista.

A reforma da Previdência e outras que também são importantes, como a tributária, continuam em pauta. De acordo com Silvia, como a da Previdência é a mais difícil nesse início de governo, se for aprovada com pouca margem de votos pode sinalizar para o investidor que será difícil votar as demais. Para a pesquisadora, o desempenho da economia no 2º trimestre será o indicador mais relevante de como pode fechar o PIB em 2019 e no ano que vem.

“Tivemos um fator muito importante no início do ano que foi uma mudança grande com relação às perspectivas para o futuro. Mudou a percepção dos agentes, identificado pelos nossos indicadores de confiança, a partir de março principalmente. Houve uma sensação de que a economia desandou de vez e que está tudo perdido em relação 2019. A nossa visão é que ainda é possível crescer, mas de qualquer forma essa mudança de percepção já traz estragos, já é um sinal muito ruim. Vamos ter um comportamento muito diferente do investimento em relação ao ano passado. Independentemente do crescimento, mesmo que seja confirmado esse ano, a composição será ruim. O investimento provavelmente não vai recuperar a perda, investimento precisa de previsibilidade”.

Para mais informações e inscrições, acesse o site.