Economia

INCC-M sobe 0,70% em agosto

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) sobe 0,70% em agosto, com todos os grupos apresentando desaceleração

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trabahador da construção civil

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou alta de 0,70% em agosto, porém abaixo da taxa de 0,91% observada no mês anterior. A tendência de aumento nos custos do setor de construção é reforçada pela taxa acumulada em 12 meses, que atingiu 7,49%. Esse resultado representa um avanço expressivo em comparação com agosto de 2024, quando o índice acumulava alta de 4,84% no mesmo período.

Qual o valor do INCC-M acumulado em 12 meses?

O valor do INCC-M acumulado em 12 meses é de 7,49%.

Mês de
referência
Evolução
Mensal
Acumulado
12 meses
ago/250,70%7,49%
jul/250,91%7,43%
jun/250,96%7,19%
mai/250,26%7,17%
abr/250,59%7,52%
mar/250,38%7,32%
fev/250,51%7,18%
jan/250,71%6,85%
dez/240,51%6,34%
nov/240,44%6,08%
out/240,67%5,72%
set/240,61%5,23%
ago/240,64%4,84%
 
O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços sobe 0,59%

O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,59% em agosto, contra alta de 0,86% no mês anterior. A taxa de variação da categoria de Materiais e Equipamentos passou de 0,84% em julho para 0,56% em agosto, marcando uma desaceleração. Esse movimento reflete uma tendência de alta menos intensa nos preços desses insumos, crucial para a execução de projetos de construção. Nesta apuração, três dos quatro subgrupos que compõem essa categoria exibiram recuos em suas taxas de variação. O principal destaque foi o subgrupo "materiais para instalação", que viu sua taxa diminuir de 3,81% para 2,47%.

No âmbito do grupo de Serviços, observou-se uma alta moderada em sua taxa de variação, que passou de 1,06% em julho para 0,82% em agosto. Esse decréscimo foi reflexo do item "aluguel de máquinas e equipamentos", que viu sua taxa diminuir de 0,79% para 0,04%.

Mão de Obra desacelerou em agosto

A variação do índice de Mão de Obra foi de 0,85% em agosto, marcando um recuo quando comparada ao valor de 0,99% observado em julho.

Todas as cidades, com exceção de Porto Alegre, experimentaram desaceleração em suas taxas de variação

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) apresentou comportamento distinto em várias cidades brasileiras no mês de agosto. Cidades como Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo observaram desaceleração em suas taxas de variação. Em contraste, apenas Porto Alegre experimentou aceleração em sua taxa de variação, refletindo um avanço nos custos de construção nessa localidade.

O estudo completo está disponível no site.


Calendário de divulgação:  

Confira todos os resultados do INCC-M em 2025


Confira também o calendário de divulgação do ano anterior:  


 

O que é o INCC-M?  

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) é um indicador econômico que capta a evolução de custos de construções residenciais. Possibilita o acompanhamento da evolução dos preços de materiais e custos de mão de obra e serviços mais relevantes para a construção civil.  

 

Quais os locais de abrangência?  

Tem como abrangência geográfica sete capitais brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.  

 

Como é calculado o INCC?  

O INCC-M é calculado com base na conjugação de um sistema de pesos a um sistema de preços referentes a uma amostra de insumos (mercadorias, equipamentos, serviços e mão-de-obra) com representatividade na indústria da construção civil.   

Além de sua composição geral, abrangendo todos os elementos da amostra, o INCC-M desdobra-se em dois grupos, identificados como índices de:  

  • Materiais, Equipamentos e Serviços 
  • Mão de obra  

O índice nacional resulta da média aritmética ponderada das sete capitais. Sua pesquisa mensal de preços é realizada entre os dias 21 do mês anterior ao de referência e o dia 20 do mês de referência.   

Para o mercado, quais as vantagens de acompanhar o INCC?  

O INCC, como indicado acima, acompanha a variação dos preços dos materiais e da mão de obra das construções residenciais. Dessa forma, é um bom indicativo da evolução dos custos de produção para as construtoras, de custos com obras/reformas, bem como serve de informação relevante para indústrias e varejo do setor, assim como para tomada de decisões por parte dos demais agentes econômicos.