Indicador Antecedente cai em março

“Os efeitos negativos da pandemia sobre o nível de atividades já aparecem no resultado do ICCE em março”, segundo Paulo Picchetti do FGV IBRE.
Economia
16 Abril 2020
Indicador Antecedente cai em março

O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira® (IACE), publicado em parceria entre o Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) e The Conference Board (TCB), recuou 4,7% em março para 114,5 pontos, a maior queda desde novembro de 2008. A variação acumulada nos últimos seis meses também ficou negativa, em 3,5%. Das oito séries componentes, seis contribuíram negativamente para o resultado, com as maiores contribuições dadas pelo Índice de Expectativas do setor de Serviços e pelo Índice Bovespa, que recuaram 18,3% e 29,9% na margem, respectivamente.

O Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE), que mensura as condições econômicas atuais, caiu 0,2% para 105,0 pontos, no mesmo período. A variação acumulada nos últimos seis meses é positiva, em 0,8%.

“Os efeitos negativos da pandemia sobre o nível de atividades já aparecem no resultado do ICCE em março”, segundo Paulo Picchetti do FGV IBRE. “Por sua vez, o resultado do IACE no período indica um aumento significativo da probabilidade de recessão nos próximos meses”, diz Picchetti.

O Indicador Antecedente Composto da Economia agrega oito componentes econômicos que medem a atividade econômica no Brasil. Cada um deles vem se mostrando individualmente eficiente em antecipar tendências econômicas. A agregação dos indicadores individuais em um índice composto filtra os chamados “ruídos”, colaborando para que a tendência econômica efetiva seja revelada.

O estudo completo está disponível aqui.