Indicador Antecedente Composto da Economia avança em junho de 2019

Já o Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE), que mensura as condições econômicas atuais, caiu 0,3%, para 102,7 pontos
Economia
16 Julho 2019
Indicador Antecedente Composto da Economia avança em junho de 2019

O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (IACE), publicado em parceria entre o Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) e The Conference Board (TCB), subiu 0,9% em junho, para 117,0 pontos, recuperando a perda do mês passado. A variação acumulada nos últimos seis meses também ficou positiva, em 1,1%. Das oito séries componentes, sete contribuíram positivamente para a evolução do índice no mês, com destaque para o Índice de Expectativas do setor de Serviços, que avançou 3,3%.

O Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE), que mensura as condições econômicas atuais, caiu 0,3%, para 102,7 pontos, no mesmo período. A variação semestral do ICCE foi de 0,1%.

“O resultado negativo do ICCE em junho retrata a atual lentidão na atividade econômica. No entanto, a perspectiva da aprovação das reformas necessárias deve dar impulso adicional à economia brasileira através do canal das expectativas, como demonstrado pela recuperação do IACE”, diz Paulo Picchetti, do FGV IBRE.

O Indicador Antecedente Composto da Economia agrega oito componentes econômicos que medem a atividade econômica no Brasil. Cada um deles vem se mostrando individualmente eficiente em antecipar tendências econômicas. A agregação dos indicadores individuais em um índice composto filtra os chamados “ruídos”, colaborando para que a tendência econômica efetiva seja revelada.

O Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE) para o Brasil foi lançado em julho de 2013 pelo FGV IBRE e pelo The Conference Board. Com uma série desde 1996, o IACE teria antecipado, de maneira confiável, todas as quatro recessões identificadas pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos do IBRE (CODACE) durante este período. O indicador permite uma comparação direta dos ciclos econômicos do Brasil com os de outros 11 países e regiões já cobertos pelo The Conference Board: China, Estados Unidos, Zona do Euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coréia, Espanha e Reino Unido.

O estudo completo está disponível no site.