Indicadores econômicos para o Brasil recuam em setembro
Economia
17 Outubro 2018

Indicadores econômicos para o Brasil recuam em setembro

“A oscilação negativa do ICCE em setembro dá continuidade à tendência de volatilidade em torno da estagnação que vem caracterizando os últimos meses. Em um contexto onde o cenário político ainda contamina as expectativas econômicas, a queda acumulada em seis meses do IACE acentuou-se, sinalizando uma baixa probabilidade de aumento no ritmo da atividade econômica nos próximos meses”, diz Paulo Picchetti, do FGV IBRE.

O Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE) para o Brasil, publicado pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) e pelo The Conference Board (TCB) recuou 1,6% em setembro, para 113,8 pontos. Seis das oito séries recuaram no mês. As maiores contribuições negativas foram dadas pelo Índice de Expectativas da Indústria e pelos Termos de Troca.  Já o Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE) do Brasil, que mensura as condições econômicas atuais, recuou 1,4% no mesmo período, para 102,2 pontos.

“A oscilação negativa do ICCE em setembro dá continuidade à tendência de volatilidade em torno da estagnação que vem caracterizando os últimos meses. Em um contexto onde o cenário político ainda contamina as expectativas econômicas, a queda acumulada em seis meses do IACE acentuou-se, sinalizando uma baixa probabilidade de aumento no ritmo da atividade econômica nos próximos meses”, diz Paulo Picchetti, do FGV IBRE.

O Indicador Antecedente Composto da Economia agrega oito componentes econômicos que medem a atividade econômica no Brasil. Cada um deles vem se mostrando individualmente eficiente em antecipar tendências econômicas. A agregação dos indicadores individuais em um índice composto filtra os chamados “ruídos”, colaborando para que a tendência econômica efetiva seja revelada.

O Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE) para o Brasil foi lançado em julho de 2013 pelo FGV IBRE e pelo The Conference Board. Com uma série desde 1996, o IACE teria antecipado, de maneira confiável, todas as quatro recessões identificadas pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos do FGV IBRE (Codace) durante este período. O indicador permite uma comparação direta dos ciclos econômicos do Brasil com os de outros 11 países e regiões já cobertos pelo The Conference Board: China, Estados Unidos, Zona do Euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coréia, Espanha e Reino Unido.

O estudo completo está disponível no site.