Inflação de Dia das Crianças é menor que inflação geral

O percentual ficou abaixo da inflação apurada para o mesmo período pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC/FGV), que foi de 9,19% – aumento causado em grande medida pelo clima, que afeta principalmente os itens alimentícios e energéticos.
Economia
06 Outubro 2021
Inflação de Dia das Crianças é menor que inflação geral

Levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) mostra que a Inflação de Dia das Crianças subiu em média 6,18% nos últimos 12 meses, considerando a variação de preços de produtos e serviços mais consumidos na data comemorativa. O percentual ficou abaixo da inflação apurada para o mesmo período pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC/FGV), que foi de 9,19% – aumento causado em grande medida pelo clima, que afeta principalmente os itens alimentícios e energéticos.

A pesquisa também mostrou que serviços e lazer foram os itens mais afetados, com alta de 7,63%, puxada pelos “passeios e férias” (21,22%). Segundo o pesquisador do FGV IBRE, Matheus Peçanha, as passagens aéreas influenciaram o aumento de “passeios e férias”: “O custo do querosene e do câmbio, além de um ensaio da retomada de demanda, em especial na temporada de julho, impactaram o preço das passagens. A boa notícia na cesta de serviços é que, mesmo com esse processo de reabertura em andamento, as salas de espetáculo (cinemas, shows e teatros) seguem com seus preços estáveis nos últimos 12 meses”, avaliou o economista.

Pelo lado dos presentes, a cesta dos 11 produtos mais tradicionais teve um aumento médio de 2,04%. As maiores altas vieram principalmente dos “derivados metálicos” e da indústria têxtil: artigos esportivos (8,6%), bicicleta (6,95%), aparelho de TV (5,89%) e calçados infantis (5%) registraram as maiores variações. O déficit de matéria-prima ocorrido nessas indústrias comprometeu a oferta, o que gerou a pressão inflacionária. O alívio da cesta de presentes ficou por conta dos livros (-0,94%) e celulares (-1,13%).

Para Peçanha, apesar dos motivos para comemorar, o momento é de cautela. “A condição do mercado de trabalho ainda é muito desfavorável para a maioria das famílias. O desemprego está à beira dos 15% e a recuperação da confiança com a retomada dos serviços e do comércio ainda patina. Com isso, a economia não está aquecida e o cenário no mercado de trabalho é excludente para muitos pais e mães, que ainda não estão em condições de gastar”, ressaltou o pesquisador.

Fonte: IBRE

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