Inflação para famílias de baixa renda acelera, aponta IBRE

O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 ajuda a detectar afastamentos entre a taxa de inflação medida para o conjunto da população e a referente às famílias de menor poder aquisitivo. Neste mês, as altas  partiram de itens como medicamentos em geral, tarifa de eletricidade residencial e tarifa de ônibus urbano.
Institucional
12 Maio 2014

O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE)  apresentou variação de 1,05% no mês de abril. Com este resultado, o indicador acumula alta de 3,10%, no ano e, 5,57%, nos últimos 12 meses.No mesmo período, o IPC-BR registrou variação de 0,77%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 6,36%, nível acima do registrado pelo IPC-C1 ? que calcula a inflação para as famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos.Neste mês, seis das oito componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação.  Neles, os destaques partiram dos itens: medicamentos em geral (0,03% para 2,45%), tarifa de eletricidade residencial (0,19% para 2,41%), tarifa de ônibus urbano (-0,08% para 0,80%), roupas (0,43% para 0,77%), clínica veterinária (0,14% para 1,03%) e tarifa de telefone residencial (-0,49% para -0,12%).Já os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,85% para -0,40%) e Alimentação (1,85% para 1,69%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Na primeira classe de despesa, destaca-se o preço mais baixo da passagem aérea (13,34% para -29,23%) e, na segunda, de hortaliças e legumes (19,55% para 5,52%).O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 ajuda a detectar afastamentos entre a taxa de inflação medida para o conjunto da população e a referente às famílias de menor poder aquisitivo.A próxima divulgação será no dia 11 de junho.Clique aqui e saiba mais.