Influência da FGV cresce fora do Brasil, avalia coordenadora do Centro de Relações Internacionais

Institucional
09 Abril 2013

Atualmente, políticas públicas envolvem um grande número de atores domésticos e internacionais que procuram influenciá-las ? tais como organizações internacionais, governos estrangeiros, grupos de interesse, experts, acadêmicos e centros de conhecimento. E é neste cenário que a Fundação Getulio Vargas ganha cada vez mais importância. ?O papel da FGV como um think tank cresce continuamente em várias áreas, como a econômica, social e a segurança pública. E o mesmo vale para política externa?, afirma a professora Elena Lazarou, coordenadora do Centro de Relações Internacionais da FGV (CRI), sediado no CPDOC. Elena sucede Matias Spektor na coordenação do centro, criado em 2009  com foco em teoria e história das Relações Internacionais, análise de política externa e da política externa brasileira.  ?Aos poucos estamos expandindo nossos estudos para novas áreas. Criamos as disciplinas ?Europa no Mundo?, ?BRICS no Mundo? e ?Oriente Médio? e pesquisamos Política Nuclear, poderes emergentes e BRICS, Governança Global e Política Europeia?, conta a professora.  As disciplinas são ministradas na Formação Complementar oferecida pelo CRI inicialmente aos alunos de graduação da FGV no Rio de Janeiro e desde 2011 também em São Paulo. ?Neste semestre, no Rio de Janeiro, enfatizamos o componente histórico, tendo o próximo módulo um maior enfoque político. Em São Paulo, expandimos as nossas atividades e oferecemos também cursos em inglês, o que queremos que aconteça de forma semelhante no Rio de Janeiro?. No entanto, a atuação do CRI vai muito além das cadeiras da Formação Complementar e do MBA em Relações Internacionais, contribuindo para a consolidação da FGV enquanto ator em policy making, no Brasil e no exterior. ?Publicamos em jornais e em institutos de política e participamos, junto a outros pesquisadores da FGV, de fóruns internacionais, reuniões e encontros como o Fórum Econômico Mundial, a Cúpula Brasil-EU e a Cúpula BRICS?. Elena destaca, ainda, a realização de eventos pelo próprio centro e as parcerias com outras instituições. ?Organizamos reuniões na FGV com instituições internacionais que desejam entender a política externa brasileira, como outros think-tanks e organizações internacionais. Nesse quesito, trabalhamos com o Nato Defence Colllege e a Comissão Europeia, por exemplo. Nosso objetivo é instigar um debate sobre política global em Relações Internacionais, além de aumentar o impacto da presença brasileira  e da FGV nesses eventos?, revela. A FGV e o mundo Um  mundo cada vez mais complexo, em que a tomada de decisão não está exclusivamente nas mãos do Estado, faz com que think tanks como a FGV sejam cada vez mais relevantes não apenas para os governos, mas também para o público em geral. ?Centros de conhecimento conduzem e sintetizam pesquisas com o objetivo de resolver problemas de políticas, e não somente de promover o progresso do conhecimento acadêmico e/ou debates teóricos. Ao mesmo tempo, também informam o público os debates sobre políticas, funcionado como uma ponte entre ele e tomadores de decisão, especialmente na era da mídia social?, explica a professora. O fato demonstra a importância da imprensa e das publicações acadêmicas na formação da opinião pública e especializada, constituindo uma forma de se medir a influência da FGV.  ?Em Política Externa, a área de maior interesse do Centro de Relações Internacionais, a influência exercida cresce quanto mais nossos pesquisadores publicam na mídia brasileira e internacional sobre questões envolvendo Política Externa e Governança Global, e à medida que cresce o número de thinks tanks estrangeiros e atores internacionais que buscam a nossa opinião por meio de policy papers?, destaca, ressaltando como vantagem a interdisciplinaridade dos estudos e a diversidade de expertises dos pesquisadores da FGV. Elena Lazarou lembra ainda que, em 2012, a FGV foi o primeiro centro de conhecimento da América do Sul a se reunir com think tanks globais em um encontro nos Estados Unidos, realizado em parceria com a Universidade da Pensilvânia. ?O CPDOC e o CRI trabalham juntos com a Presidência da Fundação nesses termos e penso que tal fato é um grande indicador da crescente influência da FGV como um think tank fora do Brasil?, conclui. Clique e saiba mais sobre o Centro de Relações Internacionais da FGV.

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