Instituto Brasileiro de Economia da FGV firma parceria com think tank chinês

Institucional
20 Maio 2013

Duas economias  diversas, com culturas totalmente opostas podem, sim, aprender, e muito, uma com a outra. Foi por pensar dessa forma que o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE) e o Instituto de Estudos Latino Americanos (na sigla em inglês ILAS ? CASS) da China fizeram uma parceria para trocar ideias sobre temas importantes como inovação, políticas sociais e distribuição de renda, poupança e finanças públicas, entre outros. Os resultados dessa troca estão na obra ?Surmounting Middle Income Trap: the Main Issues for Brazil?, lançado dia 6 de maio em seminário sobre o tema em Pequim.  ?O IBRE está focado na China. Nosso objetivo é traçar parcerias com os think-tanks chineses,  no caso a CASS, um órgão de extrema importância para o governo chinês?, destaca o diretor do IBRE, Luis Guilherme Schymura, ao lembrar que a estratégia do instituto vai ao encontro do interesse de internacionalização da FGV.  O livro visa mostrar, via comparação de experiências, como duas das maiores economias do mundo, classificadas pelo Banco Mundial como países de renda média, estão lidando com o desafios do crescimento. De acordo com um dos organizadores da obra, Fernando Veloso, pesquisador da Área de Economia Aplicada do IBRE, após as mudanças estruturais e tecnológicas, o desafio está em criar novas tecnologias e aumentar a produtividade dos setores, em especial o de serviços. ?A grande preocupação dos chineses é que aconteça com eles o mesmo que aconteceu com a América Latina, que, com exceção do Chile, nunca saiu desse padrão de renda?, analisa.  Desafios semelhantes, culturas opostas Na China, ao contrário do Brasil, o Estado tem papel de destaque em todos os setores e, ao mesmo tempo que isso deve ser revisto nos próximos anos, pode servir de exemplo aos brasileiros. Especialmente no que diz respeito à governança e execução dos investimentos públicos.  ?Podemos entender melhor com a China a questão do investimento público, que é difícil deslanchar aqui no Brasil. Lá eles têm muita facilidade nessa área. As coisas acontecem rapidamente e de forma eficiente, já aqui é muito difícil e burocrático?, pondera Schymura. Lia Valls, também coordenadora da obra e pesquisadora da Área de Economia Aplicada do IBRE, concorda e acrescenta: política industrial é outro ponto importante a ser debatido. Para a economista, é fundamental ter em mente as possibilidades de novas frentes de negociações que podem surgir entre os dois países. ?Temos de ter claro que a China foi importante para o crescimento de nossas exportações. Nosso interesse hoje vai além, queremos que nossa relação com a China ultrapasse o comércio e passe a ser uma relação mais densa em termos de investimentos?, ressalta.  Os chineses, por sua vez, têm grande interesse nas ações e políticas sociais que o Brasil adotou nos últimos anos, as quais reduziram significativamente os indicadores de pobreza e de desigualdade sociais. ?Temos muito o que trocar com eles. É óbvio que a China é totalmente diferente do Brasil, mas é interessante porque é um país estranho pra gente e, justamente por isso, muito mais atraente do ponto de vista intelectual e de troca?, destaca o diretor do IBRE.  Missão a Pequim Estiveram presentes ao lançamento do livro Lia Valls, Fernando Veloso e Fernando Barbosa de Holanda Filho ? todos pesquisadores da Área de Economia Aplicada do IBRE ? assim como Marlos Lima, diretor executivo do Centro Latino-Americano de Políticas Públicas da Diretoria Internacional da FGV (DINT) e Eduardo Marques, gerente de Relações Internacionais  da diretoria.  Em novembro é a vez de os chineses visitarem o Brasil para o lançamento da obra no Rio de Janeiro.  

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