Internacionalização das diretrizes para Grandes Obras na Amazônia é tema de debate no México

Em foco na discussão conduzida pelo FGVces estavam as possibilidades para internacionalização das Diretrizes para Grandes Obras na Amazônia, que incluem a transferência da tecnologia social de construção de diretrizes e a definição de projetos pilotos de implementação.
Administração
20 Junho 2018
Internacionalização das diretrizes para Grandes Obras na Amazônia é tema de debate no México

O Centro de Estudos em Sustentabilidade (FGVces) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP) apresentou os resultados da iniciativa Grandes Obras na Amazônia: Aprendizados e Diretrizes, em evento realizado na Cidade do México. Como um fórum organizado pela GIZ, agência de cooperação para o desenvolvimento alemã, por meio da rede Emerging Market Sustainability Dialogues on Sustainable Infrastructure (EMSD), seu principal objetivo foi debater os desafios para implementação de ferramentas e diretrizes para sustentabilidade em projetos do setor de infraestrutura e mineração. Em foco na discussão conduzida pelo FGVces estavam as possibilidades para internacionalização das Diretrizes para Grandes Obras na Amazônia, que incluem a transferência da tecnologia social de construção de diretrizes e a definição de projetos pilotos de implementação.

Liderada pelo FGVces e pela International Finance Corporation, do Grupo Banco Mundial, a iniciativa, que conta com apoio a Rede de Pesquisa e Conhecimento Aplicado da FGV, teve início em 2015 com a proposta de organizar e evidenciar lições aprendidas e recomendações, seja no âmbito das políticas públicas, seja no das práticas empresariais, para que se estabeleça um novo tipo de relação entre os grandes empreendimentos e os territórios que lhes são alvo. Resultado de amplo processo de construção coletiva que contou com o engajamento de cerca de 400 pessoas de mais de 190 instituições, a primeira edição das diretrizes foi lançada em março de 2017 em seis frentes temáticas: Planejamento e Ordenamento Territorial; Instrumentos Financeiros; Capacidades Institucionais; Crianças, Adolescentes e Mulheres; Povos Indígenas, Comunidades Tradicionais e Quilombolas; e Supressão Vegetal Autorizada.

A publicação da iniciativa está disponível na página do FGVces e na Biblioteca Digital da FGV. A segunda edição será lançada nos próximos meses, adicionando diretrizes sobre Deslocamentos Compulsórios. O FGVces já havia contribuído em três fóruns da rede EMSD sobre infraestrutura sustentável em países emergentes: em Pequim (2015), Genebra (2016) e Berlim (2017).