Mapeamento nacional destaca projetos estaduais para a transição energética
Estudo identifica iniciativas em todas as regiões do país, com foco em renováveis, gás natural e inovação tecnológica

A FGV Energia, em parceria com o Fórum Nacional dos Secretários de Minas e Energia (FNSME), lançou no dia 22 de setembro, durante a abertura do 1º Congresso Brasileiro de Minas e Energia (CBME 2025), em Brasília, o estudo “Levantamento de Projetos e Iniciativas Estaduais voltadas à Transição Energética”. O evento, realizado na Casa da Energia da Eneva, reuniu autoridades, representantes institucionais e especialistas do setor.
O mapeamento identificou 15 projetos, sendo 11 em execução. As iniciativas estão distribuídas em áreas temáticas como energias renováveis (46,7%), gás natural (20%), combustíveis sustentáveis (13,3%), distribuição elétrica (13,3%) e mineração (6,7%). Todas apresentam aderência às metas climáticas do Brasil, ao Plano Nacional de Energia 2050 (PNE), ao Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Entre os destaques regionais, estão o Atlas Solar do Amapá e o uso do gás natural no interior do Amazonas; a biorrefinaria de bambu no Maranhão e o Hub de Hidrogênio Verde em Sergipe; o programa Ilumina Pantanal, que leva energia solar a famílias em áreas remotas do Mato Grosso do Sul; a expansão de corredores sustentáveis no Rio de Janeiro; e iniciativas para modernizar a rede elétrica rural no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Mais de 40% das ações concentram-se em energias renováveis, enquanto 20% priorizam o gás natural. Há ainda projetos de eficiência energética, eletrificação rural, biocombustíveis e mineração sustentável, com impactos diretos na geração de emprego, renda e inclusão produtiva em comunidades locais.
O estudo reforça o papel estratégico da FGV Energia em organizar e dar visibilidade às experiências estaduais, promovendo conhecimento aplicado ao setor. Ao evidenciar boas práticas, o levantamento cria referências para novos modelos de cooperação entre governos, empresas e sociedade, contribuindo para um futuro energético mais sustentável e integrado ao desenvolvimento nacional.
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