Mercado de Trabalho: queda do IAEmp mostra a perda de confiança de uma maior geração de empregos
Economia
11 Julho 2018

Mercado de Trabalho: queda do IAEmp mostra a perda de confiança de uma maior geração de empregos

Em junho, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) aumentou pelo segundo mês consecutivo, ao variar 0,6 ponto, para 97,1 pontos, mesmo nível de fevereiro deste ano. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto maior o número, pior o resultado.

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) caiu 5,6 pontos em junho, para 95,5 pontos, retornando ao patamar próximo ao de janeiro de 2017 (95,6 pontos). A quarta queda consecutiva do indicador, que acumulou perda de 11,5 pontos no primeiro semestre, sinaliza continuidade da fase de desaceleração do ritmo de aumento do total de pessoal ocupado no Brasil.

“A queda do IAEmp mostra a perda de confiança de uma maior geração de emprego ao longo dos próximos meses. A atividade econômica mais fraca observada pelos indicadores do primeiro semestre reflete uma situação atual e futura dos negócios mais difícil. O crescimento está abaixo do previamente esperado e, com isso, a consequência deverá ser uma menor contratação”, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista da FGV IBRE.

Em junho, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) aumentou pelo segundo mês consecutivo, ao variar 0,6 ponto, para 97,1 pontos, mesmo nível de fevereiro deste ano. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto maior o número, pior o resultado.

“A taxa de desemprego ainda elevada e a recuperação mais lenta da atividade econômica se refletem na estabilidade do índice em relação ao início do ano. Esta estabilidade mostra que a situação atual do mercado de trabalho continua difícil, principalmente para as classes de baixa renda”, continua Fernando de Holanda Barbosa Filho.

Todos os componentes do IAEmp registraram variação negativa entre maio e junho. Os indicadores que mais contribuíram para a queda do IAEmp foram os que medem a situação atual dos negócios nos setores da Indústria de Transformação e de Serviços, com variações, de -9,7 e -9,4 pontos na margem, respectivamente.

As classes que mais contribuíram para a alta do ICD foram as dos grupos de consumidores que auferem renda familiar mensal até R$ 2.100.00 e que estão acima de R$ 9.600,00, cujos indicadores de Emprego (invertido) recuaram 3,6 e 1,4 pontos, respectivamente.

O estudo completo está disponível no site.