Ministro da Fazenda debate risco Brasil na FGV

Henrique Meirelles explicou as reformas estruturais que estão na agenda nacional, como a do teto de gastos, a trabalhista, a tributária e a previdenciária, além das reformas microeconômicas que vêm sendo implementadas e envolvem controle fiscal, redução de spread bancário e regulação setorial.
Economia
18 Dezembro 2017
Ministro da Fazenda debate risco Brasil na FGV

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participou do seminário “Reavaliação do Risco Brasil”, realizado na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, no dia 4 de dezembro. O evento foi organizado pela FGV Projetos e pelo Comitê de Cooperação Empresarial, através do Centro de Economia Mundial (FGV CCE+CEM), em parceria com a S&P Global Ratings, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e o jornal Valor Econômico.

Com o objetivo de debater a conjuntura econômica brasileira e o risco país, o encontro reuniu o presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal, o vice-presidente, Sergio Franklin Quintella, o diretor da FGV Projetos, Cesar Cunha Campos, o diretor do Centro de Economia Mundial e ex-presidente do Banco Central, Carlos Geraldo Langoni, o presidente do Comitê de Cooperação Empresarial, João Carlos de Luca, além do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, do secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto de Almeida Junior, do Managing Director and Sovereign Global Chief Rating Officer da S&P Global Ratings, Moritz Kraemer, do presidente e CEO da Vale, Fabio Schvartsman, do CEO da Brookfield Brasil, Luiz Ildefonso Simões Lopes, entre outros.

Na sessão de abertura, o presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal, ressaltou que a reavaliação do risco Brasil tem sido benéfica, mas que manter a sua continuidade é um desafio, sobretudo para o próximo ano, que será de eleições. Ele destacou ainda a importância do equilíbrio das contas públicas e de um debate racional sobre a reforma da Previdência para o desenvolvimento do país. 

Cesar Cunha Campos falou sobre os sinais positivos que a economia tem apresentado frente à política econômica adotada, e mostrou-se confiante no que diz respeito à sustentabilidade do ciclo econômico e à expansão do crescimento. Carlos Geraldo Langoni disse também que o Brasil vive hoje um período de transição, marcado pelo fim da recessão e por uma retomada sólida. Langoni prevê que no segundo trimestre do ano que vem, a economia brasileira estará crescendo em um ritmo mais forte, com inflação baixa e retorno dos índices de desemprego a um dígito.

O ministro Henrique Meirelles traçou um panorama detalhado do quadro econômico brasileiro e os efeitos na avaliação de risco. O ministro explicou as reformas estruturais que estão na agenda nacional, como a do teto de gastos, a trabalhista, a tributária e a previdenciária, além das reformas microeconômicas que vêm sendo implementadas e envolvem controle fiscal, redução de spread bancário e regulação setorial. Segundo ele, esse amplo conjunto de reformas visa não só à redução do risco país, como também ao aumento da produtividade.