Monitor do PIB: Economia brasileira apresentou retração de 1,5% em maio

“Na comparação contra o mesmo mês do ano anterior, no mês de maio, a economia sofreu forte queda (-1,8%) derivada dos efeitos da greve dos caminhoneiros ocorrida nos dez últimos dias do mês. Esse efeito foi mais forte nas atividades industriais de transformação (-9,1%), e construção (-4,5%)", afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV
Economia
25 Julho 2018
Monitor do PIB: Economia brasileira apresentou retração de 1,5% em maio

O Monitor do PIB, realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) aponta, na série com ajuste sazonal, retração de 1,5% da atividade econômica no mês de maio, em comparação ao mês de abril e retração de 1,0% no trimestre móvel findo em maio, em comparação ao de fevereiro. Na comparação interanual, a atividade econômica retraiu 1,8% no mês de maio e cresceu 0,5% no trimestre móvel findo em maio.

“Na comparação contra o mesmo mês do ano anterior, no mês de maio, a economia sofreu forte queda (-1,8%) derivada dos efeitos da greve dos caminhoneiros ocorrida nos dez últimos dias do mês. Esse efeito foi mais forte nas atividades industriais de transformação (-9,1%), interrompendo a trajetória ascendente de dez meses consecutivos; e construção (-4,5%). Na atividade de serviços, os setores mais atingidos foram transportes (-14,6%) e comércio (-4,4%)", afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV. .

O resultado na margem, em maio, foi na mesma direção negativa do resultado interanual (-1,5%), destacando-se na atividade industrial os setores de transformação (-11,3%) e construção (-4,4%). Na atividade de serviços, destacam-se os setores de transportes (-14,5%) e de comércio (-3,9%). Pela ótica da demanda, tanto em comparações interanuais como nas comparações marginais, as quedas foram mais acentuadas nas atividades de consumo das famílias (-0,3% AsA, -0,8% MsM) e na formação bruta de capital fixo (-7,8% AsA, -11,7% MsM),” afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB do FGV IBRE. 

O estudo completo está disponível no site.