Monitor do PIB-FGV aponta crescimento de 0,3% da economia
Economia
22 Janeiro 2019

Monitor do PIB-FGV aponta crescimento de 0,3% da economia

“Há cinco meses a economia mantém média de crescimento mensal de 0,1%. Esta falta de fôlego está certamente associada ao forte desequilíbrio fiscal e a necessidade de reformas macroeconômicas”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

O Monitor do PIB-FGV aponta, na série com ajuste sazonal, crescimento de 0,3% da atividade econômica em novembro, tanto na análise mensal, quanto na trimestral móvel (trimestre set-out-nov comparado ao trimestre jun-jul-ago). Na comparação interanual, a atividade econômica também apresentou resultados positivos com crescimento de 1,5% no mês e 1,4% no trimestre.

“Há cinco meses a economia mantém média de crescimento mensal de 0,1%. Excetuando os meses de maio e junho de 2018, devido à greve dos caminhoneiros, percebe-se que esta estagnação já ocorria nos 14 meses anteriores (março de 2017 a abril de 2018). Tal comportamento reflete desempenhos semelhantes da indústria e dos serviços. A despeito do término da recessão, a economia tem apresentado fraco desempenho, bem abaixo do seu potencial, tendo crescido 1,1%, em 2017 e com expectativa de crescer apenas 1,3% em 2018. Esta falta de fôlego da economia está certamente associada ao forte desequilíbrio fiscal e a necessidade de reformas macroeconômicas”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

Na comparação com o mês imediatamente anterior, na série livre de efeitos sazonais, a atividade econômica cresceu 0,3% em novembro; com destaque para o crescimento de todos os componentes da demanda. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a atividade apresentou crescimento de 1,5%, em novembro. Nesta comparação, apenas as atividades da indústria de transformação e da construção apresentaram recuo (-1,1% e -2,3%, respectivamente). Os demais componentes da atividade econômica, tanto da oferta quanto da demanda, apresentaram variação positiva, com destaque para os significativos desempenhos da exportação e da importação (22,6% e 10,6%, respectivamente).

O estudo completo está disponível no site.