Comunicação

‘A navegação tradicional vai diminuir’: Marcos Facó analisa o impacto da IA no futuro do Marketing e da Comunicação

CMO da FGV participou do podcast PodESSA?, onde discutiu a transição para uma economia de agentes de IA, o perfil do novo profissional de marketing e os desafios da liderança

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CMO da FGV DICOM, Marcos Facó, no PodEssa?

Em um cenário no qual a tecnologia redefine diariamente as fronteiras da comunicação, Marcos Facó, diretor de Comunicação e Marketing da Fundação Getulio Vargas (FGV), foi o convidado do do podcast PodESSA?. Durante a conversa, ele apresentou um panorama de como a Inteligência Artificial (IA) está transformando a jornada do consumidor, o modelo de negócios das agências e a própria dinâmica da liderança corporativa.

Facó destacou que a mudança mais significativa trazida pelos Large Language Models (LLMs), como o ChatGPT, está na forma como o público consome informação. Segundo ele, o modelo tradicional de navegação em sites está sendo substituído por respostas diretas de assistentes de IA, impondo um novo desafio às marcas: como transmitir emoção sem a experiência visual?

“O que eu sinto é que a quantidade de navegação vai diminuir. Quando a pessoa acessa o site da FGV com uma LLM, ela não fez uma navegação, ela fez um prompt. O ChatGPT buscou a informação e trouxe para ela. Se a navegação começa a cair, você perde a relevância do seu website. E aí você não consegue mais usar atributos de emoção, vídeos e testemunhais para convencer”, alertou.
A era do ‘agente para agente’

O diretor também projetou um futuro próximo em que transações não serão mais realizadas diretamente por usuários, mas mediadas por agentes pessoais de IA negociando com agentes das empresas. Ele citou testes já realizados nos Estados Unidos, nos quais múltiplos sistemas automatizados executam todas as etapas de compra, eliminando, inclusive, a verificação “não sou um robô”.

“Você vai ter o teu agente usuário e o teu agente e-commerce transacionando na internet. Isso muda todo o conceito de e-commerce e de comunicação”, destacou. 
O novo profissional e os desafios da liderança

Questionado sobre o perfil necessário para atuar nesse ambiente em transformação, Facó afirmou que a formação de origem importa menos do que a capacidade de adaptação. Sua equipe atual inclui estatísticos, físicos e engenheiros trabalhando ao lado de comunicadores.

“Se você não for curioso na área de marketing e não estiver disposto a aprender constantemente, esquece. O desafio é se a pessoa é inteligente e curiosa para aprender”, afirmou.
IA na educação

Facó destacou também que enxerga a IA como ferramenta de potencialização do aprendizado. Ele citou casos em que tutores baseados em IA elevaram a performance de estudantes em 20%.

“A tecnologia é benéfica. Com a inteligência artificial, começo a ter questionamentos que jamais teria antes. O conhecimento vai aumentar”, concluiu.

Para conferir a entrevista completa e as análises sobre educação e tecnologia, acesse o episódio completo aqui.