Novos livros abordam dívidas de países emergentes e escravidão no Brasil

O lançamento dos livros “Sovereign Debt Crises and Negotiations in Brazil and Mexico, 1888-1914” e “The Trade in the Living: The Formation of Brazil in the South Atlantic, Sixteenth to Seventeenth Centuries” será realizado no auditório do 6º andar da FGV EESP (Rua Itapeva, 474. Bela Vista, São Paulo/SP).
Economia
26 Novembro 2018
Novos livros abordam dívidas de países emergentes e escravidão no Brasil

A Escola de Economia de São Paulo (FGV EESP) promove, no dia 27 de novembro, às 16h, o lançamento dos livros “Sovereign Debt Crises and Negotiations in Brazil and Mexico, 1888-1914” e “The Trade in the Living: The Formation of Brazil in the South Atlantic, Sixteenth to Seventeenth Centuries”. O evento será realizado no auditório do 6º andar da FGV EESP (Rua Itapeva, 474. Bela Vista, São Paulo/SP).

De autoria do professor da FGV EESP, Leonardo Weller, Sovereign Debt Crises and Negotiations in Brazil and Mexico, 1888-1914” fala sobre o equilíbrio relativo do poder de barganha entre os governos e os bancos encarregados de subscrever suas dívidas durante a primeira globalização financeira. O Brasil e o México, ambos países endividados que sofreram grandes mudanças na reputação e no poder de negociação ao enfrentar crises financeiras, fornecem estudos de caso valiosos sobre as estratégias do governo para obter os melhores resultados possíveis.

Já a obra “The Trade in the Living: The Formation of Brazil in the South Atlantic, Sixteenth to Seventeenth Centuries” é um estudo do Atlântico Sul ao longo dos séculos XVI e XVII, demonstrando como o surgimento do Brasil foi construído no mais longo e intenso comércio de escravos da era moderna. De autoria do professor Luiz Felipe de Alencastro (FGV EESP), o livro demonstra como o tráfico de escravos africanos era um elemento essencial na região e na coesão da América portuguesa, enquanto, ao mesmo tempo, os interesses concretos dos colonos brasileiros, dependentes dos escravos angolanos, muitas vezes foram violentamente afirmados na África, para garantir que homens e mercadorias continuassem a se movimentar pelo Atlântico. Ao expor essa relação complexa e complementar entre dois continentes não europeus, o autor formou uma nova e desafiadora análise do Brasil colonial, que vai além de sua relação com Portugal para descobrir uma história mais obscura e oculta.

Para mais informações sobre os lançamentos acesse o site.