De olho em 2020, seminário em Brasília debate rumo da política fiscal

Representantes do governo, especialistas e economistas do FGV IBRE irão traçar os principais desafios para colocar o Brasil novamente na rota do crescimento sustentável.
Economia
04 Julho 2019
De olho em 2020, seminário em Brasília debate rumo da política fiscal

Os indicadores macroeconômicos revelam que a economia brasileira está em ponto morto e que só deve acelerar a partir de 2020, dependendo do resultado da aprovação da reforma da Previdência, do debate sobre a reforma tributária, do plano de equilíbrio fiscal dos Estados, bem como de outras medidas estruturais. Na esteira dessa discussão entra em pauta o orçamento do ano que vem, que tem que ser apresentado pelo governo em agosto. Para debater qual será o perfil desse orçamento e qual o impacto do ajuste fiscal que o Estado irá fazer, o Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) e o jornal Valor Econômico realizam, em Brasília, o seminário “Os Caminhos da Política Fiscal”. O encontro será realizado no dia 8 de julho, das 9h às 13h, na FGV Brasília (SGAN, Quadra 602, módulos A, B e C, Brasília/DF).

Representantes do governo, especialistas e economistas do FGV IBRE irão traçar os principais desafios para colocar o Brasil novamente na rota do crescimento sustentável. Participam do evento Waldery Rodrigues, secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia; Rodrigo Orair, diretor da Instituição Fiscal Independente – IFI; Hélio Tollini, consultor na Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados; os pesquisadores-associados do FGV IBRE e professores da UnB, Nelson Barbosa e Manoel Pires; e o colunista e repórter especial do Valor, que irá encerrar o seminário.

“A situação do estado é complexa. Vamos tratar vários assuntos de forma simultânea, tentando construir soluções. A Previdência, sem dúvida, é o assunto mais importante. Se tiver um desfecho favorável certamente vai ajudar. A partir do momento que soubermos o que foi possível aprovar na Previdência, começaremos a ter uma clareza maior da situação fiscal, qual será o tamanho do orçamento, até que ponto abre espaço para outras despesas, como afetará a política de salário mínimo, qual será o espaço para os investimentos. É uma análise sequencial”, pontuou Manoel Pires.

Para os especialistas, resolver a situação fiscal é condição importante para destravar a economia. O governo conseguiu regularizar a regra de ouro para continuar pagando suas despesas no ano corrente, mas esse é um tema que deve reaparecer nos próximos anos. Manoel Pires acredita que o evento será uma oportunidade para o governo apresentar a sua visão sobre esses temas e os economistas pensarem em possíveis caminhos.

“Tem vários assuntos que serão tratados nas próximas semanas. Um dos quais o orçamento, que trará a discussão sobre o salário mínimo, reajuste dos servidores e a perspectiva sobre o cumprimento da regra de ouro. Tem também a regra do teto de gastos que o governo já manifestou o desejo de fazer um ajuste para poder ressarcir a Petrobras e para transferir recursos para os Estados”, acrescentou Pires.

Para mais informações e inscrições, acesse o site.