Otimismo do empresário brasileiro atinge seu menor nível, aponta EESP

De acordo com o estudo, os executivos do Brasil atribuem nota 52,6 para o seu otimismo com relação à economia brasileira, em uma escala de 0 a 100. O índice está em queda nos últimos quatro trimestres e agora atingiu seu nível mais baixo.
Institucional
20 Março 2014

O empresário brasileiro é o menos otimista do mundo, na contramão de países da América Latina, da Europa e dos Estados Unidos. É o que aponta recente divulgação da pesquisa trimestral Panorama Global dos Negócios ? conduzida pela FGV, Duke University e CFO Magazine, com o apoio da BMFBovespa e do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF).De acordo com o estudo, os executivos do Brasil atribuem nota 52,6 para o seu otimismo com relação à economia brasileira, em uma escala de 0 a 100. O índice está em queda nos últimos quatro trimestres e agora atingiu seu nível mais baixo. ?Nesses últimos trimestres temos observado uma deterioração continua das condições econômicas do país. O baixo crescimento econômico observado em 2013 reflete essa tendência?, explica o professor da Escola de Economia de São Paulo (FGV/EESP) e co-diretor da pesquisa, Klenio Barbosa.Também segundo Klenio, a queda consistente do otimismo que vem sendo observada sugere que não se deve esperar algo de melhor para 2014. ?Além do mais, a recuperação consistente dos EUA abre perspectiva para uma continuação do processo de elevação das taxas de juros naquele país, o que deve piorar as pressões sobre câmbio e inflação?, alerta.O Panorama Global dos Negócios identificou ainda uma desaceleração no crescimento do emprego ? tanto temporário quanto permanente ? e uma redução na expansão de gastos e investimentos. A taxa projetada para o crescimento de gastos de capital nos últimos seis meses caiu de 7,4% para cerca de 4%, e o mesmo vêm ocorrendo com os gastos com tecnologia, propaganda e marketing.A pesquisa foi concluída no dia 5 de março e teve a participação de 907 CFOs (responsáveis pelas decisões financeiras das empresas) de todo o mundo, sendo 144 da América Latina e 63 destes, brasileiros.