Palestra do embaixador indiano B. S. Prakash atrai mais de cem interessados na Índia e em terrorismo global

Institucional
26 Maio 2011

O Centro de Relações Internacionais da FGV organizou uma palestra intitulada ?Global Terrorism: Concepts and Consequences?, proferida pelo embaixador da Índia e realizada no dia 24 de maio, na Escola de Economia de São Paulo.  A Índia tem sido, durante as últimas décadas, um dos países mais afetados por ataques terroristas, a maioria atribuída a militantes islâmicos. Em 2006, mais de 180 pessoas morreram em atentados em estações de trem em Bombaim, seguido pelos atentados de 26 de novembro de 2008, na mesma cidade, com 195 mortos. O terrorismo na Índia está diretamente ligado à situação geopolítica no Paquistão e no Afeganistão, onde a Índia se posiciona como ator chave, preparando-se para a retirada das tropas americanas em 2014. Hoje a Índia é um dos parceiros principais da OTAN nas tentativas de estabilizar uma das regiões mais perigosas do mundo e reduzir o risco de novos ataques terroristas da dimensão do 11 de setembro de 2011. Qual é a perspectiva da Índia sobre o tema, e como a morte de Osama Bin Laden deve afetar o combate contra o terrorismo global? Foram estas algumas das questões abordadas pela palestra. Sentado à mesa junto aos professores Oliver Stuenkel e Guilherme Casarões, ambos da FGV, o embaixador B. S. Prakash fez uma exposição de 50 minutos. Distanciando-se da posição de representante diplomático da Índia, o embaixador problematizou conceitos como terrorismo, terrorismo global e guerra ao terror. Ele considerou perspectivas teóricas das relações internacionais, para fazer uma análise das dinâmicas do terrorismo ao longo da última década e de seu contexto atual, sobretudo após a morte de Osama Bin Laden e as revoltas da primavera árabe. Enfim, as perguntas realizadas pela plateia levaram o embaixador a analisar desde a governança global em relação ao terrorismo, considerando o papel proeminente dos Estados Unidos, às posições da Índia quanto a pontos sensíveis de sua política externa e doméstica, como a relação com o Paquistão e a situação da Caxemira.  O Centro de Relações Internacionais é sediado no CPDOC/Escola de Ciências Sociais da FGV. Mais informações em www.fgv.br/cpdoc/ri