Palestra do Ibre reúne pesquisadores e revela medidas para melhoria da Educação no Brasil

Institucional
05 Maio 2011

Apesar de o Brasil ter reduzido a pobreza nos últimos anos, o sistema educacional e, consequentemente, a falta de profissionais qualificados ainda são uma preocupação. O mesmo se aplica ao futuro dos programas de redução de pobreza.  Com a intenção de efetivar o crescimento neste âmbito, bem como de melhorar a eficácia das políticas sociais para erradicar a pobreza, o seminário do Ibre ?Agenda Social do Brasil: Avaliação e Perspectivas? ? coordenado pelo economista Regis Bonelli ? abordou planos e medidas para o crescimento com educação e sem pobreza. O evento contou com a apresentação de Fernando Veloso, palestrante convidado e atual responsável pela área de Economia Aplicada do Ibre; do pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade do Rio de Janeiro (Iets), Simon Schwartzman; e de André Portela Souza, da Escola de Economia de São Paulo (EESP) da FGV.Na palestra de Fernando Veloso, foram discutidas propostas para educação básica a partir de modelos e experiências de reformas em outros países, como nos Estados Unidos. Foi exposto que embora a frequência de alunos entre 15 e 17 anos tenha aumentado de 64% (1995) para 85% (2009), a proporção de jovens de 15 anos com desempenho escolar abaixo do nível básico de proficiência é alto. No Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (Pisa) de 2009, foi constatado baixo rendimento destes jovens em leitura (46,6 %); em matemática (69,1%) e ciências (54,2%).O economista André Portela focou sua apresentação nos benefícios ? a queda de 15% da incidência da extrema pobreza entre outros ? que os programas Bolsa Família e Bolsa Escola trouxeram para o sistema educacional, e destacou futuras medidas para uma melhoria nestes programas. Foi constatado que tanto o Bolsa Família quanto o Bolsa Escola aumentaram a frequência dos alunos nas escolas em 2,8% e reduziram o abandono escolar em 0,3 pontos percentuais (p.p) no primeiro ano, e 0,55 p.p depois de dois anos. Apesar destas melhorias, foi comprovado, em contrapartida, que o programa reduz a oferta de trabalho das mulheres e dos demais adultos no domicílio beneficiado.Para a melhoria do Bolsa Família, André Portela acredita que traria resultados positivos o depósito em poupança para cada ano de estudo completado, o que, segundo ele, seria um estímulo maior para os alunos concluírem seus estudos. Atualmente, de cada 100 alunos na oitava série, somente 25 completam o ensino médio no prazo previsto. Outra  alternativa seria  dar mais recursos aos municípios que apresentarem melhor desempenho médio de seus alunos. Já a adoção de um cadastro único possibilitaria o melhor monitoramento dos programas sociais em andamento.