Pesquisa do FGV/IBRE traça perfil de jovens desempregados no Brasil

Institucional
19 Agosto 2013

Estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (IBRE) aponta que 1,5 milhão de jovens entre 19 e 24 anos ? excluindo mulheres com filhos ou donas de casa ? não estudam, não trabalham e também não procuram emprego: são os chamados jovens ?nem, nem?. Para entender a razão do aparecimento desse grupo frente ao atual aquecimento do mercado de trabalho, a pesquisadora da área de Economia Aplicada do IBRE, Joana Monteiro, realizou o trabalho ?Os Nem, nem, nem: exploração inicial de um fenômeno pouco estudado?, que conta com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011 e do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). O levantamento indica que, desses 1,5 milhão ? cerca de 10% do total de jovens dessa faixa etária, 23% possuem até cinco anos de estudo e fazem parte da classe mais pobre da população, além de a maioria ser do sexo feminino. O estudo aponta também que esse grupo cresceu significativamente entre 2006 e 2011. Segundo Joana, entre as causas do fenômeno está a falta de escolaridade. ?Grande parte dessas pessoas não estão trabalhando porque o que elas poderiam receber de salário, tendo em vista o baixo nível de estudo que possuem, é muito pouco para elas considerarem que vale a pena sair de casa para trabalhar?. A pesquisadora ainda ressalta que há poucas chances desses jovens se inserirem no mercado de trabalho após os 24 anos devido à forte concorrência, pouca capacitação e falta de experiência, o que gera uma forte preocupação de se tornarem dependentes do Estado. ?Nesse contexto, a probabilidade do jovem conseguir emprego quando for procurar um aos 30 anos, por exemplo, é quase nula. Isso fará com que ele contribua com o desemprego no país e seja dependente do governo?, alerta.  Para mais informações, acesse a página do IBRE.