Pesquisa revela hábitos alimentares de crianças e adolescentes nas cantinas escolares
Administração
16 Agosto 2017

Pesquisa revela hábitos alimentares de crianças e adolescentes nas cantinas escolares

Em torno de 65% do que foi consumido é de baixo valor nutricional, 22% é de médio valor nutricional, 7% é de alto valor nutricional, e 9% ainda não foi classificado pela Nutrebem. Da mesma forma, em torno de 65% do que é oferecido nas cantinas é de baixo valor nutricional, 20% é de médio, 8% é de alto valor. 7% ainda não foi classificado pela Nutrebem.

O relatório anual do Center for Behavioral Research (CBR) da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da FGV (EBAPE) e da Nutrebem, avaliou os “Hábitos alimentares de crianças e adolescentes em cantinas de escolas privadas no Brasil em 2016”.

A pesquisa, coordenada pelos professores da EBAPE Eduardo Bittencourt Andrade e Rafael Glodszmidt, analisou 1,2 milhão de compras efetuadas em 2016 por mais de 19 mil alunos em cantinas de 97 escolas localizadas em 25 cidades de sete estados brasileiros, além do Distrito Federal (SP, RJ, MG, DF, RS, PA, SC e BA).

Em torno de 65% do que foi consumido é de baixo valor nutricional, 22% é de médio valor nutricional, 7% é de alto valor nutricional, e 9% ainda não foi classificado pela Nutrebem. Da mesma forma, em torno de 65% do que é oferecido nas cantinas é de baixo valor nutricional, 20% é de médio, 8% é de alto valor. 7% ainda não foi classificado pela Nutrebem.

Duas maiores metrópoles do país, São Paulo e Rio de Janeiro apresentam resultados distintos. Os alunos fluminenses consomem mais produtos de baixo valor nutricional (76,9%), ao passo que os estudantes paulistas com esse perfil de consumo representam 59,3%. Os produtos mais consumidos em uma determinada categoria nutricional também variam entre os estados. No Rio, os refrescos de guaraná industrializado são os produtos de baixo valor nutricional mais populares. Em São Paulo, predominam os refrigerantes, seguidos dos achocolatados.

A pesquisa também verificou que os padrões de consumo variam ligeiramente por gênero. A proporção de produtos nutritivos (isto é, de alto e médio valor nutricional) consumidos por alunos do sexo masculino e feminino é semelhante até o 5º ano do ensino fundamental. A partir do 6º ano, as meninas passam a consumir mais produtos nutritivos em comparação com os meninos das mesmas séries.

Parceiros desde 2015, a FGV e a Nutrebem fazem pesquisas conjuntas no intuito de melhor compreender os hábitos alimentares de alunos e adolescentes em cantinas escolares no Brasil. A Nutrebem é responsável por fornecer e atualizar os dados (sempre em formato anônimo) sobre as compras efetuadas pelos alunos e o valor nutricional dos itens. Através de análises estatísticas e compreensão das ciências comportamentais, o CBR da EBAPE é responsável por converter os dados em conhecimento de relevância acadêmica, prática, e social.

A pesquisa na íntegra está disponível no site.