Pesquisador do IBRE comenta o rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos

Institucional
11 Agosto 2011

?Essa mudança na pontuação americana é um fato inédito e tem simbolismo, porque a economia americana continua existindo como uma economia importante. Essa pontuação que os Estados Unidos perderam também tem a ver com a questão de riscos políticos. Esse é o fator preocupante no momento. O processo político por trás das decisões fiscais e econômicas tem tirado a previsibilidade da economia americana. A questão do endividamento vai aparecer muito ainda nos Estados Unidos. O país tem uma dívida muito alta, que vem se acumulando nos últimos tempos?. A avaliação foi feita pelo coordenador de análises econômicas do Ibre, Salomão Quadros, durante entrevista para a Globo News esta semana. Para ele, o mundo ? e, em especial, os Estados Unidos, vão viver um período de turbulência. ?Eles deverão passar por um momento de estagnação, mas sem mergulhar numa recessão?, afirma. O economista alerta que a taxa de desemprego ficou acima dos 9% e que o PIB do primeiro trimestre, recalculado com dados mais completos, teve um resultado muito pior do que inicialmente divulgado. ?Fatos como esses mostram como vai ser difícil a economia americana recuperar seu vigor e os efeitos multiplicadores que ela produz em escala mundial?, destaca. Já a economia brasileira, segundo ele, está razoavelmente protegida da crise americana. ?O fantasma da recessão mundial volta a aparecer, mas não de uma forma tão brusca. Temos condições de resistir razoavelmente?, avalia.