Pleno emprego entre os idosos é bom para economia, aponta IBRE

De cada cem brasileiros acima dos 60 anos que estão procurando emprego, apenas dois não acham vaga. A população idosa vive a situação do pleno emprego: o total de pessoas ocupadas nesse grupo cresceu quase 7% entre 2012 e 2013. Para Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE), isso é explicado pelo nível de qualificação profissional.?A questão é que a pessoa mais velha que não tem chance de achar emprego, ou seja, não tem qualificação, opta por permanecer aposentada. Ou seja, aqueles que ainda estão no mercado são os melhores, com mais contatos e mais qualificação ? o que faz com que achem vagas com mais facilidade?, afirma Fernando.O economista também aponta que os idosos ativos no mercado de trabalho buscam garantir a aposentadoria integral, assim como manter o padrão de vida nos anos posteriores ao trabalho. Ele lembra que a incidência do fator previdenciário ? o qual mudou a regra da aposentadoria e passou a penalizar quem se aposenta mais cedo ? também é um dos fatores que explicam a permanência no mercado de trabalho. ?Diante do fator previdenciário e da alta expectativa de vida, os mais velhos precisam aumentar o tempo no mercado de trabalho para manter seu padrão de vida na velhice. A tendência é mesmo que as pessoas trabalhem por mais tempo?, explica.Para o pesquisador, diante do panorama atual, a maior permanência das pessoas mais velhas nos empregos é um fator positivo. ?Do ponto de vista de geração de recursos para sociedade, e no momento em que estamos, com pouca mão de obra disponível e com a população economicamente ativa crescendo pouco, postergar o tempo no mercado de trabalho é uma boa ideia?, avalia.
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