Possível racionamento de energia pode reduzir PIB, avalia FGV/Ibre

Para o pesquisador da área de Economia Aplicada do FGV/Ibre, Gabriel Leal de Barros, o impacto da possível falta de energia é bastante significativo em diferentes variáveis macroeconômicas, como PIB, inflação e, consequentemente, o mercado de trabalho. 
Institucional
10 Fevereiro 2015

Ainda não se pode afirmar que 2015 será igual a 2001, época em que o Brasil viveu um repentino racionamento de energia devido à falta de chuvas, e, indiretamente, da gestão dos governos. Contudo, o risco desse cenário se repetir é alto, de acordo com analistas. Os níveis dos reservatórios em várias regiões do país chegaram a mínimas históricas no início deste ano, reforçando o desafio dos governos em lidar com esse problema. E isso pode ter impacto direto no crescimento econômico brasileiro em 2015 e 2016.Para o pesquisador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), Gabriel Leal de Barros, o impacto da possível falta de energia é bastante significativo em diferentes variáveis macroeconômicas, como PIB, inflação e, consequentemente, o mercado de trabalho. ?No fundo, há dois grandes trade-offs: racionar energia de forma mais aguda em setores da economia, como agricultura e indústria, e, com isso, minimizar ao máximo o desconforto de restringir o consumo humano do dia-a-dia?, salienta. Tudo isso, conforme lembra o economista, num ano de importante início do necessário ajustamento da política econômica. ?O que já era complexo por si só ganhou um aditivo duas ou três vezes maior. Vai ser complicado, mas espera-se que, com tamanha restrição, comecem os debates e reformas em diferentes setores ? como o regulatório/ institucional das áreas de água mais saneamento básico (e sua interface com a questão ambiental) e energia, principalmente?, ressalta.Para mais informações, acesse o site do Ibre.

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