Preços tendem a continuar altos no Rio, alerta economista do IBRE

Frente aos preços cada vez mais altos de produtos e serviços no Rio de Janeiro ? maiores do que a média das outras capitais brasileiras ?, os cariocas decidiram rebatizar o Real como a moeda ?surreal?, em resposta ao elevado custo de vida na cidade.Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o coordenador do Índice Geral de Preços (IGP) calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGVIBRE), Salomão Quadros, confirma essa percepção dos moradores do Rio. Segundo ele, itens como bebidas, cinema, academia, ensino superior e estacionamento subiram mais na capital fluminense do que no resto do país. Quadros afirma que alguns dos itens que ficaram mais caros no Rio são justamente aqueles que têm peso maior na cesta de compras do carioca do que dos moradores de outras cidades, a exemplo do cinema. ?O cinema subiu 9,73% no Rio em 2013 contra 7,79% na média das outras sete capitais pesquisadas?, ressalta.O economista também alerta para o risco de os preços recuarem no país após a Copa do Mundo, mas continuarem altos no Rio de Janeiro em função das Olimpíadas de 2016. ?A maior parte dessa inflação é sentida em serviço?, diz Quadros, referindo-se ao aumento nos preços das oficinas de automóveis, estacionamentos e salões de beleza.O coordenador do IGP ainda aponta que, nesse cenário, a classe média tende a sofrer mais.O ?surreal?Criada pelo designer Toinho Castro, a moeda imaginária já virou movimento no Facebook. A página ?Rio $urreal - NÃO PAGUE? conta com mais de 120.000 seguidores, gerando repercussão também em outras regiões do país.
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