Presidente de comissão da ONU fala na FGV sobre conflito sírio

Pinheiro ministrou uma palestra ? realizada em parceria com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) ? na qual expôs as principais dificuldades na mediação do conflito na Síria. O diplomata foi apresentado ao público pelo diretor da FGV DIREITO RIO, professor Joaquim Falcão, e pelo presidente do CEBRI, Luiz Augusto de Castro Neves.
Institucional
19 Fevereiro 2014

A FGV DIREITO RIO recebeu nesta segunda-feira, dia 17 de fevereiro, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, presidente da Comissão de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Síria. Pinheiro ministrou uma palestra ? realizada em parceria com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) ? na qual expôs as principais dificuldades na mediação do conflito na Síria a embaixadores, representantes de grandes empresas, acadêmicos de diversas instituições, alunos da Escola e do Programa de Formação Complementar em Relações Internacionais da FGV.Ele foi apresentado ao público pelo diretor da FGV DIREITO RIO, professor Joaquim Falcão, e pelo presidente do CEBRI, Luiz Augusto de Castro Neves. De acordo com Pinheiro, o conflito sírio tem como principal característica a mudança constante do cenário e a existência de diversos grupos armados. ?É uma operação difícil, em que ouvimos basicamente quem sai do país, pois não podemos entrar na Síria. São mais de dois milhões de pessoas que saíram do país e estão nos países vizinhos como Turquia, Líbano e Jordânia?, explica, destacando os impactos de uma guerra civil que já passa de três anos.?A Síria é um país de 18 milhões de habitantes, dos quais seis milhões estão fora de suas casas, além dos mais de dois milhões de refugiados. A situação econômica é caótica devido às sanções aplicadas. A moeda desvalorizou-se em mais de 50%. O serviço de saúde foi completamente desestruturado?, conta Pinheiro. Segundo ele, a Comissão da ONU busca agir sob a ótica dos tratados de Direito Internacional, mas encontra dificuldades em obter informações sobre o que ocorre dentro do país.Grupos armadosPinheiro afirma que a situação na Síria torna-se pior devido à existência de grupos armados estrangeiros ? que buscam exercer influência no combate interno entre as forças governistas e as oposicionistas, refletindo as tensões de toda a região. É por exemplo o caso do libanês Hezbollah, que apoia o regime de Bashar al-Assad,  e do Isis, ligado a al-Qaeda.?Mais ajuda humanitária será necessária. A região está extremamente desestabilizada, as forças políticas estão fragilizadas. Quanto mais dura a guerra, mais terrível fica a situação?, finalizou.Ainda de acordo com ele, é impossível um grupo sair vencedor do conflito, já que muitos movimentos e facções disputam diferentes regiões do país e lutam por interesses distintos. A solução, portanto, deve se dar através de um acordo diplomático.  

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