Professor da Ebape compara alianças políticas de Dilma no primeiro e no segundo mandato

Para o cientista político, o primeiro mandato da presidente produziu alianças ineficientes ao montar uma coalizão com grande número de partidos e desproporcional. Dilma, para este segundo mandato, optou por uma mudança de estratégia aumentando o índice de coalescência de 44 para 58.
Institucional
27 Janeiro 2015

Professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ebape), Carlos Pereira analisou as modificações nos governos de Dilma Rousseff e sua coalizão política. Para o cientista político, o primeiro mandato da presidente produziu alianças ineficientes ao montar uma coalizão com grande número de partidos e desproporcional. Dilma, para este segundo mandato, optou por uma mudança de estratégia aumentando o índice de coalescência de 44 para 58.?Maior fragmentação partidária não é necessariamente um problema se o presidente souber gerenciar bem a sua coalizão. Entretanto, o aumento da fragmentação partidária associado à diminuição de cadeiras do PT na Câmara tornou a presidente ainda mais vulnerável diante do imperativo de governar através de uma coalizão?, comentou Pereira.A análise na íntegra foi publicada pelo jornal Valor Econômico, no artigo ?Aprendendo com os erros ou sobrevivendo??, e pode ser acessada no site da FGV/Ebape.Carlos Pereira é pós-doutor em Ciência Política pela University of Oxford; doutor e mestre em Ciência Política pela New School University; mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco; e graduado em Medicina pela Universidade Estadual de Pernambuco.

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