Professor da EESP afirma que PIB deve chegar no máximo a 3% até o final do ano

Institucional
04 Junho 2012

O PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 0,2% no primeiro trimestre de 2012 em relação ao quarto trimestre de 2011, informou nesta sexta-feira (1) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o professor da EESP Rogério Mori, este resultado ocorreu por conta da desaceleração em vários setores. ?Por um lado, a indústria, embora tenha reagido no último trimestre, sofreu duramente ao longo dos últimos meses por conta da concorrência externa. Na demanda, o destaque de crescimento tem ficado por conta das importações. Esses dois movimentos são resultantes da moeda brasileira, que está extremamente apreciada neste momento?. Com relação aos próximos meses, segundo Mori, o crescimento deve continuar tímido. ?As perspectivas são de que o crescimento brasileiro deve se situar entre 2,5% e 3% neste ano. Esse baixo crescimento reflete um consumo doméstico relativamente estagnado. Isso decorre do fato de que as famílias brasileiras já se encontram relativamente bem endividadas?. Ainda segundo o professor, as medidas econômicas do governo devem levar de dois a três trimestres para começarem a ser sentidas pela economia. Além disso, é preciso tomar outras decisões. ?O movimento ideal do governo neste momento deveria ser no sentido de aumentar a renda disponível para os consumidores (e não estimular a ampliação do endividamento das famílias). Esse movimento poderia ocorrer através de uma redução de impostos, como o IR, por exemplo?, conclui. 

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