Professor da FGV debate sobre o ajuste fiscal brasileiro

A redução de gastos possui nítidas vantagens, como o corte de ?gorduras? e ineficiências, o combate aos rent seekers (agentes que tentam obter renda manipulando o ambiente político) e à corrupção, entre outros.
Institucional
10 Março 2015

Em artigo na revista Conjuntura Econômica ? produzida pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) ?, o professor de economia da FGV Marcos Cintra discorreu sobre o ajuste fiscal que já teve início.Segundo o professor, este ajuste será mais recessivo que o necessário, considerando que a mudança parece depender mais do aumento de tributos do que de corte de gastos.Ajustes fiscais feitos, prioritariamente, com alterações de impostos geram efeitos diferenciados na economia, comparativamente ao uso de variações nos níveis das despesas públicas. A literatura econômica especializada demonstrou que os ajustes fiscais de boa qualidade e que duram ao longo do tempo são os que se baseiam em corte de gastos. E que os de pior qualidade são aqueles que dependem mais de um aumento de impostos.A redução de gastos possui nítidas vantagens, como o corte de ?gorduras? e ineficiências, o combate aos rent seekers (agentes que tentam obter renda manipulando o ambiente político) e à corrupção, entre outros. Já os ajustes baseados em aumento de tributos são mais fáceis operacionalmente, mas não possuem muitas das qualidades acima, além de serem recessivos ao asfixiarem o setor privado e o consumo das famílias.A revista Conjuntura Econômica estará nas bancas a partir da próxima semana. Para saber mais sobre a revista e os artigos, clique aqui.

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