Professor do IBRE comemora quinto lugar do Brasil no ranking da Unctad, que avalia os países mais atrativos para investimentos externos

Institucional
29 Julho 2011

O economista Armando Castelar comentou o avanço do Brasil de dez posições no ranking de investimentos da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento e Comércio (Unctad). Na opinião do chefe da área de Economia Aplicada do Ibre, o país passou a ter um desempenho econômico melhor em relação aos países desenvolvidos. Tal efeito viria aliado à percepção de que os Estados Unidos e a Europa não estão crescendo o que se esperava enquanto que o Brasil, ao contrário, manteve o rumo e se tornou uma economia pujante. Como os países emergentes - segundo o estudo - atraíram mais recursos que os desenvolvidos, o avanço brasileiro para o 5º lugar reflete bem o cenário mundial num ambiente em que a indefinição e instabilidade do dólar despertaram a desconfiança dos investidores nos mercados, antes considerados mais seguros. No sentido contrário ao brasileiro, a Índia ? também em desenvolvimento ? despencou da oitava para a décima quarta posição.  Castelar considera que o boom das commodities ? notadamente nos setores de agricultura e mineração ? também ajudou: ?A compra partilhada no pré-sal por empresas chinesas foi um bom sinal?, afirmou. Se essa retomada de investimentos será por um bom tempo ou pode ser abalada pela crise fiscal global, o economista considera que os dois caminhos são possíveis: ?se a crise for crônica, os países crescem pouco, mas sofrem pouco também. Se for aguda, aí será ruim, uma vez que este cenário afasta os investimentos?, conclui.

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