Quarto dia do Simpósio de Pesquisa é dedicado à parceria entre a FGV e a Fundação Oswaldo Cruz

O primeiro painel foi uma mesa redonda em parceria com a Fiocruz, Butantã e Pfizer e teve como tema “Vacinas, transferência de tecnologia e relações internacionais com a indústria farmacêutica”.
Institucional
26 Agosto 2022
Quarto dia do Simpósio de Pesquisa é dedicado à parceria entre a FGV e a Fundação Oswaldo Cruz

A parceria entre a Fundação Getulio Vargas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foi destaque no quarto dia do Simpósio de Pesquisa FGV. O encontro, que está sendo realizado até hoje, 26 de agosto, em São Paulo, busca favorecer o fortalecimento da estruturação de redes de pesquisadores nacionais e internacionais.

O primeiro painel foi uma mesa redonda em parceria com a Fiocruz, Butantã e Pfizer e teve como tema “Vacinas, transferência de tecnologia e relações internacionais com a indústria farmacêutica”.

Participaram como palestrantes do primeiro painel o diretor de Impacto para Pacientes e Saúde da Pfizer, Márcio Fontão dos Reis; e os doutores Wellington Briques, do Instituto Butantan; e Arthur Couto, da Fiocruz. Também participaram a professora Elize Massard, FGV EAESP; os professores Kenneth C. Shadlen, da London School of Economics (LSE); Manoel Barral, da Fiocruz; e Rudi Rocha, da FGV EAESP. A mediação foi do professor Claudio Struchiner, da FGV EMAp.

Assista à primeira parte do debate
 

O segundo painel falou sobre os Impactos da Pandemia de Covid 19 sobre Sistemas de Saúde. O professor Colin Grant da Queen Mary University of London foi o mediador. Participaram do painel a doutora Mônica Martins, da Fiocruz; a professora Tracey Newman, da University of Southampton; e as professoras Margareth Portela, Fiocruz e Ana Maria Malik, FGV EAESP.

Em sequência aconteceu o painel sobre o projeto de pesquisa financiado pelo Brazil Accelerator Fund, inciativa da FGV-Fiocruz -Queen Mary University que suporta o desenvolvimento de propostas de projetos de pesquisa colaborativas. O projeto “Estratégias Culturais como Alternativas de Inclusão Social de Populações Vulneráveis no Campo das Políticas Públicas sobre Transtornos Mentais e Drogas: Estudo de Caso na Comunidade de Manguinhos” apresentou o seu relatório final construído pelos pesquisadores com a participação de moradores do bairro de Manguinhos.  A mediação foi do professor Colin Grant, da Queen Mary University of London. Participaram do painel a Franciele Campos, PPP/Queen Mary University e moradora do bairro de Manguinhos; o professor Paulo Amarante, da Fiocurz; e as professoras Mariana Steffens; da Queen Mary University of London; Ana Paula Freitas Guljor, Fiocruz; e Sílvia Monnerat Barbosa; FGV CPDOC.

Durante este painel a moradora do bairro de Manguinhos, Franciele Campos, deu um emocionante depoimento dando sua visão não apenas como pesquisadora, mas também por uma perspectiva de quem reside no bairro de Manguinhos.

Assista à segunda parte do debate
 

“Pensando historicamente e cotidianamente como a nossa história é narrada, por quem geralmente ela é contada, acaba-se sempre passando um contexto que diz que a política pública não chega para a gente, mas elas chegam. Elas chegam num viés que escancaradamente nos matam. No auge da pandemia Manguinhos teve a UPA fechada, os agentes comunitários sem salários pagos, além de desinformação a respeito das vacinas. Nos últimos 20 anos a gente só teve políticas públicas devastadoras, que não atendem as necessidades básicas das pessoas.”

Ela também falou sobre a importância do projeto de estudo de caso na comunidade de Manguinhos. “Quando a gente se coloca em outros lugares de falas, como as universidades, geralmente é de silenciamento, com uma terceira pessoa falando com outras referências, linguagens e forma de ser. Neste projeto, pudemos ser a gente, usar as nossas palavras, imagens, e pessoas falando sobre vida. Esse projeto traz algo muito importante que é afetividade. Isso muda tudo, isso transforma, isso faz com que a gente tenha coragem e não medo.”

O encerramento do dia foi feito pelo presidente da FGV, professor Carlos Ivan Simonsen Leal, pelo embaixador da delegação da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez; pelo vice-presidente de pesquisa e coleções biológicas da Fiocruz; e a diretora Rede de Pesquisa e da FGV, professora Goret Pereira Paulo.

O Simpósio de Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) busca favorecer o fortalecimento da estruturação de redes de pesquisadores nacionais e internacionais. O objetivo é promover o desenvolvimento de projetos de pesquisa multidisciplinares com impacto real no avanço socioeconômico nacional, em consonância com a missão da FGV.

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