Quintella comenta desafios do petróleo brasileiro na Conjuntura Econômica

Institucional
18 Fevereiro 2013

Em entrevista à Conjuntura Econômica, Sergio Franklin Quintella, vice-presidente da FGV,   membro do Conselho de Administração da Petrobras e ex-presidente  da empresa brasileira de engenharia responsável por parte das obras de infraestrutura no Brasil, falou do duplo desafio do país ao se preparar para o impacto da mudança na indústria do petróleo com a possível revolução energética nos EUA graças ao gás de xisto ? que promete reordenar a geopolítica mundial ? e fortalecer suas bases para o desenvolvimento do pré-sal. ?É um desafio logístico, tecnológico e financeiro?, diz. Para ele, que acompanha a evolução da dinâmica do setor de energia global, a grande tarefa hoje no país garantir a atração de investidores sob as bases do regime de partilha.  Quintella também falou das possibilidades de exploração do gás de xisto no Brasil, e defendeu um ajuste nas regras de conteúdo local para a indústria de petróleo e gás. ?Não é possível mantê-las muito amplas e sem estímulos à competitividade durante muito tempo?, disse. Quanto à discussão sobre o reajuste do preço da gasolina, pouco desejável pelo governo neste momento de pressão inflacionária, ele afirma que ?isso teve que ser resolvido?. E explica: ?O congelamento de preços tem dois efeitos, ambos negativos. Um na Petrobras, que importa gasolina e óleo diesel por um preço e vende mais barato. O segundo lado do controle de preços é que inviabiliza o investimento privado em refinarias?, ressalta, acrescentando que a política de preços para os derivados deveria ser claramente explicitada de forma a reduzir as incertezas e viabilizar o interesse do setor privado. Leia mais na edição de fevereiro de Conjuntura Econômica.  

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