Recursos hídricos do Brasil são tema de seminário da FGV em São Paulo

O evento foi dividido em três painéis, que trataram de parcerias público-privadas, gestão sustentável, abastecimento público  e tecnologias no tratamento da água para os processos produtivos.
Institucional
30 Maio 2014

O Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE) e a Revista Conjuntura Econômica realizaram, no dia 29 de maio, o seminário ?Saneamento e Gestão dos Recursos Hídricos: Perspectivas sobre os temas de tratamento e abastecimento público e produtivo no Brasil? ? que reuniu especialistas, representantes do governo, da iniciativa privada e de entidades sindicais com o objetivo de discutir e promover novos conhecimentos sobre a eficiência do sistema de saneamento básico e de gerenciamento dos recursos hídricos brasileiros.Realizado no auditório da FGV na avenida Berrini, em São Paulo, o evento foi dividido em três painéis, que trataram de parcerias público-privadas, gestão sustentável, abastecimento público e tecnologias no tratamento da água para os processos produtivos.Investimento é desafio para saneamentoApesar do avanço regulatório e de planejamento ? com o estabelecimento do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) no final de 2013 ? o avanço das obras de saneamento rumo à universalização do serviço dependerá da capacidade de investimento e de execução dos recursos destinados ao setor. A avaliação é de Ernani Ciríaco de Miranda, diretor de articulação institucional do Ministério das Cidades, que participou do seminário.No encontro, Miranda lembrou que, para cumprir a meta de universalização desses serviços até 2033, o país terá que passar a investir em torno de R$ 15 bilhões por ano. ?Hoje a média é de R$ 10 bilhões. Não é ruim, pois em 2006 eram R$ 4 milhões por ano, mas não deixa de implicar um grande desafio.?O diretor apontou ainda a competição por recursos hoje existente frente a outras demandas emergentes na área de infraestrutura, como habitação e mobilidade. ?Além disso, também temos que reduzir o ciclo de execução de investimentos que temos hoje?, afirmou, dizendo que o prazo de aplicação total dos recursos disponibilizados gira em torno de cinco a sete anos. ?Isso significa que o PAC para o setor, que já completa sete anos, trouxe poucos efeitos até agora nos resultados do saneamento?, disse.Além de investimentos, Miranda destacou que o setor de saneamento e recursos hídricos  brasileiro também demanda melhorias na operação e manutenção das redes já existentes, e citou  o alto índice de perdas no sistema de distribuição de águas. ?Estimativas apontam uma perda de R$ 8 bilhões por ano com essas perdas. Se recuperássemos 60% dessas perdas, isso traria um ganho de R$ 5 bilhões, entre recursos que se deixa de perder e aumento de receita?, calculou.O IBRE já disponibilizou os materiais com as apresentações do evento.Clique aqui e acesse.