Seminário da FGV analisa cinco anos de UPP no Rio de Janeiro

Os impactos da política de pacificação, as questões sociais que margeiam o problema da violência e os desafios de liderança e continuidade dessa política. Estes foram os assuntos tratados no seminário ?Cidadania e segurança: os resultados e futuro da política de pacificação no Rio de Janeiro? ? realizado ontem, pelo IBRE, na sede da FGV.
Institucional
10 Dezembro 2013

Os impactos da política de pacificação, as questões sociais que margeiam o problema da violência e os desafios de liderança e continuidade dessa política. Estes foram os assuntos tratados  no seminário ?Cidadania e segurança: os resultados e futuro da política de pacificação no Rio de Janeiro? ? realizado ontem, dia 9 de dezembro, pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE).O evento reuniu especialistas em segurança pública, acadêmicos, gestores e membros da sociedade civil para fazer um balanço dos cinco anos desde que a primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) foi inaugurada, na comunidade Santa Marta, no Rio de Janeiro. Atualmente, são 34 UPPs instaladas, abarcando 226 territórios nos quais vivem 1,5 milhão de pessoas. No entanto, conforme política se expande, surgem novos desafios e dúvidas sobre sua sustentabilidade.Entre as preocupações levantadas estão a realocação do crime, a continuidade política do projeto e a capacidade de controlar grandes áreas onde o tráfico tem muita força. Também foram discutidos os limites da ocupação policial em promover a integração entre comunidades e o restante da cidade, a eficácia e abrangência dos programas e iniciativas de cunho social, o papel do setor privado e da sociedade em todo processo.A valorização imobiliária nas localidades com UPPs e em seu entorno também foi citada. De acordo com o presidente da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, Cláudio Frischtak, até 15% de todo o crescimento verificado no preço médio dos imóveis da cidade, desde 2008, está relacionado à instalação de UPPs e à redução dos índices de criminalidade nas áreas. Frischtak apresentou no seminário uma prévia das conclusões de estudo feito em parceria com o americano Benjamin Mandel. Já a pesquisadora do IBRE Joana Monteiro ressaltou que as UPPs devem ser levadas para todas as regiões da cidade. ?A política de pacificação está focando em áreas, em favelas que precisam, mas é necessário mais atenção para as zonas Oeste e Norte?, alerta.Participaram ainda o pesquisador do IBRE Fernando Velloso, o diretor do Ipea  Daniel Cerqueira, o professores Leandro Piquet  (USP) e Claudio Beato (UFMG); o subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da  Secretaria de Segurança do estado do Rio de Janeiro, Antônio Roberto Cesário de Sá; a presidente do Instituto Pereira Passos, Eduarda La Roque; o coordenador do Afroreggae Washington Rimas; e a fundadora e presidente da Associação Semente da Vida (ASVI), Maria do Socorro Brandão.O seminário ?Cidadania e segurança: os resultados e futuro da política de pacificação no Rio de Janeiro? aconteceu no auditório do 12 º andar da sede da FGV, no Rio de Janeiro.*Policiais em serviço acompanham futebol na comunidade - Vanor Correia, Arará/Mandela. Fonte: site UPP