Seminário da FGV discute negócios criativos no mercado da música

O evento discutiu como a convergência entre as tecnologias de informação, comunicação e mídia está abrindo novas oportunidades artísticas e de negócios para músicos e grupos musicais, em mercados locais e globais.
Institucional
15 Agosto 2014

No dia 7 de agosto, a Fundação Getulio Vargas promoveu, por meio da Diretoria Internacional (DINT) e do FGV Management Rio, o seminário internacional Creative Dialogues: Innovation in Music Business?, que discutiu como a convergência entre as tecnologias de informação, comunicação e mídia está abrindo novas oportunidades artísticas e de negócios para músicos e grupos musicais, em mercados locais e globais.O evento ? que contou com a presença do professor de Negócios da Música da New York University, Sam Howard-Spink ? foi organizado pelo coordenador do MBA em Gestão e Produção Cultural, Claudio D?Ipolitto, e pelo professor Leo Morel. O diretor do FGV Management Rio, Silvio Badenes, e o gerente de Relações Internacionais da DINT, Eduardo Marques, abriram o seminário destacando a importância das cooperações internacionais, tanto para os cursos de MBA, quanto para o intercâmbio de professores e alunos entre instituições parceiras.Em seguida, Sam Howard-Spink analisou o surgimento de modelos de negócio híbridos, abordando exemplos de três importantes mercados emergentes: Brasil, Índia e China. Ele citou a plataforma de financiamento coletivo por fãs ?Queremos!? e seu braço internacional ?We Demand!?, lançado nos Estados Unidos.Outro caso interessante apresentado foi a NH7.in, uma plataforma online de música da Índia dedicada a bandas independentes. Conforme Howard-Spink alertou, o setor da música pode ser olhado como um precursor de mudanças estruturais, tecnológicas e de negócios, que podem afetar outras indústrias criativas (como audiovisual e games)?. Ele ainda lembrou que o modelo desenvolvido pelo Napster e seus sucessores na cadeia de valor da música vem, desde então, influenciando outras áreas culturais ou baseadas em conteúdo. ?É importante continuar observando as inovações nos modelos de negócio da música, ressaltou o professor.Por sua vez, Leo Morel argumentou que, ao entrevistar músicos para escrever seus livros Música e Tecnologia e Monobloco, ficou claro que um dos maiores desafios enfrentados por eles é se destacar em meio ao universo quase ilimitado de artistas e bandas na internet. É por isso que a inovação se torna cada vez mais essencial para músicos e produtores musicais. Mas essa inovação não está necessariamente ligada às tecnologias da informação, ela pode ser buscada também na estética musical dos artistas e em seus modelos de gestão, afirmou o professor de Cultura e Novas Mídias.Já Claudio D'Ipolitto, que pesquisa e ensina Inovação em Modelos de Negócios Criativos, destacou que hoje, o artista que se autoproduz já pode 'rabiscar ideias inovadoras num guardanapo' usando algumas técnicas simples de modelagem de negócios. Ele concluiu o evento com um conselho: recomendo fortemente que, embora você não seja 'a pessoa do negócio' e conte com alguém para gerenciar sua carreira, é importante compreender a linguagem e as regras do jogo (...). Se você for capaz de ler os modelos por trás dos contratos, estará mais apto a discutir e decidir as formas pelas quais seu talento pode ser traduzido em um fluxo sustentável de receita e como sua imagem poderá ser percebida por seu público-alvo.O evento, realizado em inglês, aconteceu no edifício sede da FGV, na Praia de Botafogo ? Rio de Janeiro.*Na foto, a partir da esquerda: Claudio D?Ipolitto, Leo Morel, Sam Howard-Spink, Silvio Badenes e Eduardo Marques.