Seminário da FGV discute soluções para gargalos de infraestrutura no país

Institucional
13 Novembro 2013

Na última segunda-feira, dia 11 de novembro, o Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE) e a Revista Conjuntura Econômica realizaram o encontro ?Infraestrutura no Brasil: perspectivas, desafios nas áreas de construção, planejamento, transporte e logística?. O evento é o terceiro de uma série de seminários promovidos pela revista neste ano para tratar da infraestrutura no país, e reuniu especialistas, acadêmicos e representantes dos setores privado e público para discutir ações de desenvolvimento para o setor.Partindo da necessidade da viabilização de investimentos na cadeia de construção civil e na modernização e integração da malha de transportes, um dos principais assuntos discutidos  foram as Parcerias Público Privadas (PPPs) ? apontadas  como uma saída para os diversos gargalos de infraestrutura do Brasil. A defesa é do diretor superintendente da região Nordeste da construtora OAS, Elmar Varjão, para quem essas parcerias são de fundamentais para responder com velocidade às necessidades que o país tem nessa área. ?Para que a gente tenha um país com infraestrutura adequada e que seja competitivo no cenário mundial, temos de implementar essa relação?, acredita.Varjão reconhece ainda que há receio, tanto do lado público quanto privado, sobre os termos das PPPs, já que a prática é relativamente nova no país. Apesar disso, defende que sejam incrementadas e com certa rapidez, especialmente diante do panorama do governo federal que prevê a necessidade de aporte de R$ 435 bilhões a serem investidos em logística, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, energia elétrica, e petróleo e gás.A especialista do setor de transportes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Karisa Ribeiro, lembra que apesar da carência de investimentos no setor de infraestrutura de transportes no Brasil, o BID ainda não expandiu sua carteira de projetos por alguns motivos ?  entre eles a questão fiscal, já que para ter um empréstimo do banco, o mutuário (leia-se o município ou o estado), tem que estar legalmente apto para tal.Outra razão apontada por Karisa é a capacidade do BID em analisar os projetos.  ?Nossa carteira é muito pesada. Temos mais pedidos do que podemos atender e, por isso, precisamos priorizar aqueles que darão mais retorno ao país, considerando pontos como melhoria do transporte urbano e rodoviário, além da questão de ser mais sustentável, ter menor impacto ambiental, fazer reassentamento, etc?, explica Karisa.O BID possui, no Brasil, 14 projetos executados ou em preparação, voltados exclusivamente para a área de infraestrutura de transportes. As ações correspondem a 40% da carteira total de projetos do banco, o equivalente a US$ 3,5 bilhões.  No entanto, o banco tem encontrado dificuldades em financiar projetos no Rio de Janeiro. ?O fato é que o estado recebeu muito dinheiro do governo federal para projetos de infraestrutura ? tendo em vista a Copa e as Olimpíadas ?, e não precisa de dinheiro internacional. Estamos abertos a qualquer negociação com a cidade?, ressaltou Karisa.O seminário ?Infraestrutura no Brasil: perspectivas, desafios nas áreas de construção, planejamento, transporte e logística? aconteceu no auditório do 12º andar da sede da FGV, no Rio de Janeiro.Para saber mais sobre as questões discutidas no seminário e acessar as apresentações dos convidados, clique aqui.