Seminário do IBRE traça cenário econômico do próximo ano

Institucional
22 Novembro 2011

O país desacelera agora e retoma a recuperação no segundo semestre do ano que vem?. A afirmação foi do economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn durante a realização do seminário Perspectivas da Economia Brasileira para 2012 que marcou os 60 anos do Ibre. Para ele, a contaminação da recessão europeia à economia do país será inevitável, e que o desempenho da China ? em torno de 8% - deverá sustentar o sinal positivo no crescimento da economia global. Goldfajn acredita que o PIB este ano fique em 3%.Já o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, defende a previsão de crescimento próxima dos 3,8% para o mesmo período. Ele acredita que, se a crise continuar, o Brasil será afetado: ?mas seu cenário econômico atual não permitirá que o impacto seja desastroso?. O ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, por sua vez, preferiu não fazer previsões, e pôs em dúvida a capacidade do governo de sustentar superávits primários. Pastore disse ainda não acreditar na efetividade de um pacote de socorro aos países europeus em dificuldades e alertou que o mercado já acendeu o sinal amarelo, cobrando rendimento de até 7% de títulos da dívida de países como Itália e Espanha. Já a economista do Ibre Silvia Matos acredita que ?diante da desaceleração da atividade econômica e com a piora do cenário de investimento? este número fique na casa dos 3,2%. O seminário marcou também o lançamento do livro ?A Agenda de Competitividade do Brasil?, organizado pelo economista do Ibre Regis Bonelli. 

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