Seminário de Matriz Energética da FGV discute perspectivas para o Brasil

Institucional
31 Março 2011

Com grande público, formado por empresários do setor, engenheiros, gerente de negócios de diversos estados e estudantes, o seminário de Matriz Energética promovido pelo Ibre/FGV, em parceria com a Conjuntura Econômica, teve em dois dias de apresentação, palestras e debates com a pretensão de discutir o cenário energético atual do Brasil, bem como suas futuras perspectivas. Nomes como o presidente da Abrace, Paulo Pedrosa; o diretor geral da Aneel, Nelson Hübner Moreira; o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim; o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros; entre outros, fizeram parte do grupo de palestrantes. O evento foi realizado no Auditório Engenheiro M.F.Thompson Motta e teve a cobertura de jornalistas de veículos como O Globo , CBN, Reuters e agências de notícias. Um dos assuntos discutidos com destaque foi a gestão de diversos países em relação ao petróleo. Este é responsável por até 70% da energia consumida no mundo. Contudo, o conselheiro da Firjan, Armando Guedes, disse acreditar que até 2050 este quadro deve mudar, tendo em vista um maior alcance de energia solar. Para os analistas, a intensa demanda de petróleo resultará numa futura escassez, fato que provocará um aumento significativo dos preços dos barris ? que passariam, no ano de 2030, de US$ 110 para US$ 220. Entretanto, Armando Guedes afirma que o Brasil são os Estados Unidos do século XXI?. Mas, para isso, ainda é preciso superar os entraves fiscais que freiam nosso crescimento, ampliando a competitividade. A energia limpa também foi tema de muitas palestras. Nayana Rios, da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), abordou a produção de energias renováveis no Brasil. Segundo ela, não há como entrar no mercado internacional sem a consciência de sustentabilidade. Na palestra apresentada pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia, Abraceel, o presidente Reginaldo Medeiros defendeu o modelo comercial nesta área, garantindo a expansão da oferta (com um crescimento médio de 4% em 20 anos) e possibilitando mais energia verde para os próximos anos. O palestrante Mozart Siqueira Campos Araujo, da Abraceel, falou sobre a grande importância do incentivo à geração de eletricidade para fontes renováveis. Segundo ele, a energia eólica será muito promissora para o país. Foi destacado que o Brasil tem as melhores jazidas eólicas do mundo, fazendo com que esta tenha - em futuro próximo - a mesma importância que o etanol tem atualmente. No ranking de países que mais expandiram sua matriz de energia eólica, fica a China em primeiro, seguida pelos EUA e Alemanha. O Brasil fica na 20ª posição. Contudo, os analistas esperam que, em alguns anos, possamos evoluir mais nesta área. No momento, são 44 parques eólicos ativos no país. O que se espera é o funcionamento dos 1.400 contratados e ainda inativos.