Políticas Públicas

Teoria U e automação com IA impulsionam soluções cidadãs em organizações do terceiro setor 

Disciplina de extensão da FGV EPPGE articula aprendizagem acadêmica, inovação tecnológica e impacto social em parceria com a Pipefy 

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Alunos olhando um laptop

A primeira oferta da disciplina Formação Cidadã por Projeto de Extensão I integrou a Teoria U e a automação de processos com inteligência artificial para apoiar organizações do terceiro setor. O projeto promove formação cidadã ao articular aprendizagem acadêmica e solução de problemas reais em parceria com instituições da sociedade. A disciplina foi cuidadosamente estruturada pela profa. Dra. Tatiana Soster e pelo prof. Me. Wilson Nobre, e oferecida aos estudantes do quinto semestre dos cursos de graduação em Administração Pública e de Empresas da Escola de Políticas Públicas, Governo e Empresas (FGV EPPGE). A atividade contou ainda com a participação do prof. Dr. Efrem Maranhão Filho na avaliação das automações desenvolvidas pelos estudantes na plataforma Pipefy

Os alunos foram convidados a conhecer a Teoria U, proposta por Otto Scharmer, que descreve uma jornada de transformação em “U” para indivíduos, equipes e organizações. Essa trajetória parte da suspensão de automatismos e da abertura da mente, coração e vontade para o sensing; aprofunda-se no presencing — a conexão com o futuro que deseja emergir — e culmina na ação, por meio da cristalização da intenção e da prototipagem rápida. Em síntese, trata-se de um processo de liderança e aprendizagem que integra escuta profunda, reflexão coletiva e experimentação prática. 

À medida que os estudantes se apropriaram da Teoria U, dialogaram com as organizações parceiras para compreender em profundidade suas demandas relacionadas a processos e cocriar soluções aderentes às necessidades de cada instituição. Paralelamente, realizaram imersão na plataforma Pipefy, voltada à digitalização e automação de processos com agentes de inteligência artificial. A combinação entre teoria e prática proporcionou uma experiência inovadora de formação cidadã por meio da extensão universitária. 

Na Abrace (Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias), o foco foi a gestão de pessoas. Karina Aparecida Santos, analista da área, destacou a clareza da proposta dos estudantes, o cuidado com o onboarding de colaboradores e a colaboração do grupo. 

No Impact Hub Brasília, voltado ao impacto socioambiental por meio do empreendedorismo e da inovação, o desafio envolveu a melhoria de processos comerciais. David Borges, gestor da organização, ressaltou o alinhamento entre teoria e prática e o mapeamento detalhado dos fluxos apresentados. 

Na COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), os trabalhos se concentraram em processos financeiros. Roberta Shibata, gerente administrativa-financeira, observou que os estudantes compreenderam bem os fluxos e que as automações propostas contribuem para reduzir retrabalho e aumentar a transparência. Helen Teixeira acrescentou que o material será útil na transição para o novo sistema financeiro. 

No CAFI (Centro Amazônico de Formação Indígena), o desafio foi o planejamento de cursos. Maria das Graças agradeceu a escuta empática dos alunos e destacou a produtividade dos encontros, a qualidade das metodologias apresentadas e a aplicabilidade dos fluxos propostos, que serão adotados pela instituição. 

Como resultado, a disciplina reforçou a formação cidadã ao consolidar conhecimentos em Teoria U e gestão de processos, entregando soluções reais a desafios de parceiros como Abrace, CAFI, COIAB e Impact Hub. Em parceria com a Pipefy, os estudantes tiveram ainda a oportunidade de se certificar em cinco módulos. Ao final, Fernanda Cunha (Pipefy) destacou: 

“O que eu pude presenciar aqui foi muito além da ferramenta. Os grupos aprenderam em poucos meses não só o uso do Pipefy, como também todo o diagnóstico de negócio — um aprendizado que, normalmente, leva muito mais tempo.”