Trem-bala foi tema de Seminário de Construção Pesada do Ibre/FGV

Institucional
02 Junho 2011

Participando do 1º Seminário de Construção Pesada, promovido pelo Ibre/FGV e revista Conjuntura Econômica, o secretário executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, disse desconhecer o interesse por um novo adiamento do leilão de licitação do trem de alta velocidade (TAV). ?Estamos trabalhando com a data de 29 de julho?, afirmou. O secretário admitiu que nas duas oportunidades em que o adiamento ocorreu, os interessados se manifestaram para que pudessem concluir os estudos deste projeto que é de grandes dimensões.Previsto para custar R$ 35 bilhões ? mas podendo passar a barreira dos R$ 50 bilhões ? o TAV ligará as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas (SP). Passos confirmou o interesse de três grupos pelo projeto. São eles: a francesa Alston, a japonesa Mitsui e o consórcio formado por empresas brasileiras e coreanas, entre elas a Samsung, Hyundai, Daewoo e LG CNS. Se não houver um quarto adiamento, as propostas deverão ser entregues na data limite de 11 de julho.Com tantos investimentos aplicados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e obras da construção pesada em aeroportos, ferrovias e hidrelétricas, visando melhorias para a Copa do Mundo de 2014, o mercado e a indústria brasileira de máquinas e equipamentos está aquecido e preocupado com a elevação de custos que podem inviabilizar os projetos.  Neste cenário, o I Seminário sobre a Construção Pesada buscou debater os desafios do setor. A mudança e o crescimento dos investimentos na área de construção - nos últimos oito anos, os investimentos de transporte, por exemplo, saltaram de R$ 2 bi para R$ 10 bilhões anuais - fez com que toda a atividade fosse analisada. O País precisa ampliar estradas, aeroportos, hidrelétricas e todo o segmento da indústria da construção pesada, mas conta com uma estrutura deficiente. Para isso, a indústria vem fazendo investimentos de médio e longo prazos que permitem um planejamento econômico e afetam os setores público e privado. Pelo menos 9% da malha rodoviária está sob concessão da iniciativa privada. Até agora, os investimentos aplicados em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com construção, pavimentação e recuperação somam R$ 23 bilhões. O PAC também vai possibilitar o investimento de R$ 2,7 bilhões na modernização de vinte portos do Brasil, que são responsáveis por 90% de nossas exportações, além de R$ 1,5 bilhão em dragagem e R$ 1,2 bilhão em infraestrutura. Para os aeroportos, estão estimados investimentos superiores a R$ 10 bilhões, oriundos da iniciativa privada ou por concessão pública. As obras de infraestrutura e expansão da malha ferroviária têm sido feitas com recursos das concessionárias Vale, CSN e ALL. O capital privado investiu R$ 2,3 bilhões em 2007 e R$ 4,3 bilhões em 2008. Os investimentos previstos para os próximos anos são de R$ 4,3 bilhões - segundo maior número de investimentos na área de transportes. A construção da Ferrovia Norte-Sul, ligando a região Norte à Centro-Oeste, chegando a São Paulo, e à Ferrovia Oeste-Leste, na Bahia, ligando a Ferrovia Norte-Sul ao litoral do Nordeste são as principais obras previstas. Já o derrocamento do Pedral do Lourenço, no Rio Tocantins, no Pará, é o maior investimento na área das hidrovias, no valor de R$ 540 bilhões. O projeto possibilitaria o tráfego de navios com capacidade de carga de até 19 mil toneladas.