Webinar debate papel da política monetária na retomada da economia pós-crise sanitária

No debate estará em pauta temas como o futuro das economias sem o apoio fiscal adotado durante a pandemia; o tempo que falta para que a economia volte aos níveis pré-crise sanitária; e em que medida a política monetária ajudará nessa retomada
Economia
03 Setembro 2020
Webinar debate papel da política monetária na retomada da economia pós-crise sanitária

A pandemia provocada pela Covid-19 impactou economias do mundo inteiro. Os governos tomaram medidas para minimizar os impactos econômicos da crise da saúde e agora trabalham para ajudar na retomada do crescimento, na recuperação do mercado de trabalho e da atividade econômica. Mas qual será o papel dos bancos centrais nesse processo? É sobre essa pergunta que os participantes do webinar Recuperação Econômica e a Política Monetária irão debater para chegar a alguns caminhos possíveis. O encontro virtual será realizado no dia 8 de setembro, das 10h às 11h30, pelo canal YouTube da FGV, e contará com a participação de Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú Unibanco.

Também participam do debate José Júlio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetários do FGV IBRE; Affonso Celso Pastore, economista e sócio da A.C. Pastore & Associados; e José Roberto Campos, editor-executivo de Opinião do Valor Econômico, que fará a mediação.

Atualmente a economia mundial vive um novo ambiente macroeconômico, caracterizado por modestas taxas de inflação e níveis de juros excepcionalmente baixos, como no Brasil, em que a taxa Selic está em 2%, o menor patamar histórico. A crise do coronavírus intensificou a redução dos índices ao redor do mundo e impôs aos bancos centrais a adoção de medidas monetárias menos ortodoxas.

“Nos países mais avançados, há casos de adoção bem variada de instrumentos menos tradicionais, como acontece no Japão, onde o Banco já pratica juros negativos, compra de ativos em mercado, política de controle da curva de juros e forward guidance. Nos EUA, o Fed tem atuado de maneira mais restrita, limitando-se a trabalhar com juros nulos, compra de ativos e forward guidance. Tal constatação sugere que o leque de opções de que os bancos centrais têm lançado mão depende da gravidade do quadro econômico. No Japão, o leque é mais amplo porque o país se defronta com quadro de crescimento muito modesto e episódios de deflação desde os anos 1990. Os EUA têm tido uma performance econômica melhor”, avalia Senna.

No debate estará em pauta temas como o futuro das economias sem o apoio fiscal adotado durante a pandemia; o tempo que falta para que a economia volte aos níveis pré-crise sanitária; e em que medida a política monetária ajudará nessa retomada. Para Senna, “os grandes desafios a serem enfrentados pelos bancos centrais serão manter os estímulos monetários em grau suficientemente elevado para impulsionar as economias, sem, contudo, provocar desequilíbrios financeiros excessivos, capazes de eventualmente prejudicar a recuperação econômica”.

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